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Vol. 38. Issue S1.
Pages 79 (October 2018)
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Vol. 38. Issue S1.
Pages 79 (October 2018)
P26
DOI: 10.1016/j.jcol.2018.08.170
Open Access
DOENÇA DE CROHN NA ADOLESCÊNCIA EM UM SERVIÇO DE COLOPROCTOLOGIA
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Idblan Carvalho de Albuquerque, Natália Belló Maciel, Paola Trindade Meinicke, Alexandre Andrade da Silva Cherao, Amanda Dias Ferrante Maia, Fernanda da Conceição Lopes, Lucas Rodrigues Boarini
Hospital Heliópolis, São Paulo, SP, Brasil
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Introdução: A doença inflamatória intestinal (DII) representa um grupo de condições inflamatórias crônicas que acometem o trato gastrointestinal, resultantes da ativação inadequada do sistema imune. Neste grupo, a doença de Crohn (DC) está inserida e apresenta aumento gradativo em sua incidência ao longo dos anos. A caracterização fenotípica, aspectos clínicos e medicações utilizadas, nas populações extremas, merecem mais estudos uma vez que, aproximadamente 20 a 30% dos pacientes com DII iniciam sintomas antes dos 18 anos de idade e o desconhecimento dos aspectos clínicos e retardo na prescrição do tratamento adequado podem cursar com déficit de crescimento irreversível e evolução precoce para cirurgia.

Objetivos: Descrever os aspectos clínicos de pacientes com doença de Crohn, na segunda década de vida, em um hospital de referência de São Paulo.

Métodos: Estudo retrospectivo descritivo, realizado com análise de questionário respondido no ambulatório de Doença Inflamatória Intestinal, avaliando o perfil clínico dos pacientes que tiveram o diagnóstico da DC na adolescência, no serviço de Coloproctologia de um hospital terciário de São Paulo.

Resultados: Durante o período de fevereiro a junho de 2018, foram analisados um total de 23 pacientes com DC diagnosticada na adolescência (10‐19 anos). A média de idade ao diagnóstico foi de 14,5 (10‐17 anos). No momento da entrevista, o grupo analisado apresentava idade entre 13 a 55 anos com 43,4% de pacientes do gênero feminino e 56,5% do gênero masculino. Em decorrência da agressividade da doença e diagnóstico em idade precoce, 82,6% dos pacientes estão em uso de anti‐TNF, sendo 43,4% sob uso de Infliximabe e 39,1% de Adalimumabe. O acometimento perineal foi identificado em 52,1% o que denota um pior prognóstico nessa população, e 43,4% já foram submetidos a cirurgias abdominais ressectivas. Um total de 34,7% tem doença estendida a íleo‐cólon, 13% ao íleo e 21,7% no cólon. Um único paciente apresentou doença do trato gastrointestinal superior.

Conclusão: O manejo da DC, em pacientes adolescentes, é diferenciado em decorrência da agressividade da doença nessa população. Estudo dirigido é necessário para direcionar o tratamento e evitar danos teciduais.

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Journal of Coloproctology

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