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Vol. 38. Issue S1.
Pages 139 (October 2018)
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Vol. 38. Issue S1.
Pages 139 (October 2018)
TL47
DOI: 10.1016/j.jcol.2018.08.299
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DOENÇA INFLAMATÓRIA INTESTINAL E GESTAÇÃO
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Idblan Carvalho de Albuquerque, Rafaela Cavalcante das Neves Barbosa, Lucas Rodrigues Boarini, Alexandre Andrade da Silva Cherão, Paola Trindade Meinicke
Hospital Heliópolis, São Paulo, SP, Brasil
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Introdução: Muitas mulheres com doença inflamatória intestinal (DII) são diagnosticadas no período fértil e geralmente tem medo sobre o efeito da doença e o planejamento familiar. A DII em atividade pode causar complicações na gestação e no parto, como risco de prematuridade, baixo peso e parto cesariano. Durante a gestação, um terço das pacientes não piorará a atividade da doença e, um terço terá remissão dos sintomas. Mas a gestante com atividade da doença não deve parar as medicações devido ao risco de complicações na gestação.

Objetivo: Avaliar os aspectos clínicos e complicações das gestantes com DII.

Método: Estudo retrospectivo descritivo realizado no ambulatório de doença inflamatória intestinal do serviço de coloproctologia de um hospital terciário do estado de São Paulo, através de análise de questionário respondido por mulheres que fazem acompanhamento e que passaram em consulta no período de 08 de maio a 12 de junho de 2018.

Resultados: Foram atendidas 17 mulheres que tiveram pelo menos uma gestação no período de diagnóstico da DII, sendo 52% com doença de Crohn (DC) e 47% com retocolite ulcerativa (RCU). Das pacientes com DC, 22% tinham doença perianal. A idade média das gestantes foi de 31 anos e a média do tempo de início da doença até a primeira gestação em vigência da comorbidade foi de 4 anos.

Em relação a via de parto, 70% (12) das mulheres tiveram via cesariana, 11% (2) ainda estavam em vigência da gestação (18 e 26 semanas) e 5%, parto via vaginal.

Em relação a complicações na gestação, 11% tiveram parto prematuro (< 37 semanas), 11% de aborto, 5% de pré‐eclampsia e, 11% de complicações neonatais: um óbito após infecção respiratória e um neonato com hidrocefalia. Quando analisado o uso de biológico, 29% estavam fazendo uso dessa medicação, sendo que apenas uma paciente parou a medicação no terceiro trimestre da gestação. Ainda em relação ao biológico, de 4 pacientes que continuaram a medicação no terceiro trimestre, apenas um bêbe foi vacinado 6 meses após o nascimento.

Conclusão: A DII aumenta o risco de complicações maternas como prematuridade e aborto. Observou‐se também um alto índice de parto cesariano, não sendo possível avaliar a real indicação desta via de parto nas pacientes estudadas.

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Journal of Coloproctology

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