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Vol. 39. Issue S1.
Pages 222 (November 2019)
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Doença inflamatória intestinal de má evolução: série de casos
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M.C. Rodrigues, S.D.F. Boratto, F. Balsamo, S.H.C. Horta, D.F. Santos, D.F. Santos, R.L.G. Slaibi
Faculdade de Medicina do ABC (FMABC), Santo André, SP, Brasil
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Área: Doenças Inflamatórias Intestinais

Categoria: Pesquisa básica

Forma de Apresentação: Tema Livre (apresentação oral)

Objetivo(s): Apresentar série de casos de pacientes com Doença de Crohn e Retocolite Ulcerativa com má evolução.

Método: Análise de prontuários de pacientes com má evolução portadores de Doença de Crohn e Retocolite Ulcerativa em hospital público secundário de Santo André, no período de 2016‐2019.

Resultados: Treze pacientes foram estudados, com média de idade de 38 anos, sendo 69,3% acometidos pela DC e 30,7% RCU, tendo em média 15,8 anos de doença. 69,3% dos pacientes eram mulheres. Seis pacientes (46,15%) faleceram em decorrência das complicações relacionadas à doença inflamatória intestinal (DII), sendo 2 casos de tromboembolismo pulmonar extenso em pós‐operatório apesar de medidas preventivas e 5 óbitos em decorrência de sepse de foco abdominal secundárias a complicações pós‐operatórias, sendo que um paciente deste grupo ainda apresentou quadro de coagulopatia (CIVD) secundária a sepse e outro paciente que apresentou oclusão arterial aguda com necessidade de amputação de membro inferior seguida por perfuração intestinal. Outra complicação frequente foi a degeneração para doença neoplásica encontrada em 25% dos pacientes, sendo 3 casos de RCU e um em DC colônica. 61,5% dos pacientes tinham acometimento colônico como principal característica e 84,6% estava em uso de terapia imunobiológica.

Conclusão(ões): A má evolução dos pacientes com doença inflamatória intestinal é relacionada às complicações de doença crônica em população jovem. O sexo feminino foi acometido em maior frequência (69,3%), com média de idade menor (33 anos) quando comparada ao sexo masculino (42 anos). O seguimento mais acometido foi o cólon, seguido por acometimento de múltiplas regiões (23%) As complicações infecciosas estão relacionadas principalmente à evolução de difícil controle da doença, em período pós operatório. Os eventos tromboembólicos são sabidamente mais frequentes em pacientes com doença crônica, e ocorreram apesar de medidas profiláticas. A degeneração neoplásica é frequente em pacientes com doença de difícil controle, e foi rapidamente diagnosticada durante exames de seguimento. As doenças inflamatórias intestinais são doenças benignas porém com potencial de má evolução elevado por tratarem‐se de doenças crônicas, de difícil controle e associadas a manifestações potencialmente letais como eventos tromboembólicos e degeneração neoplásica. Atenção rigorosa deve ser dada a todos os pacientes com seguimento ambulatorial rigoroso e busca ativa por complicações bem como medidas preventivas a fim de evitar desfechos trágicos.

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Journal of Coloproctology

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