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Vol. 39. Issue S1.
Pages 85-86 (November 2019)
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Drenagem de abscesso pélvico por retoscopia flexível: uma nova abordagem
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M.M.P.d. Alencar, A.C.d. Aquino, J.A.G. Bandeira, B.S.d.A. Espíndola, J.S. Duarte, D.M.C. Júnior, I.A.N.d. Oliveira
Hospital Regional de Juazeiro, Juazeiro, BA, Brasil
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Área: Cirurgia Minimamente Invasiva, Novas técnicas cirúrgicas/Avanços Tecnológicos em Cirurgia Colorretal e Pélvicas e Anorretais

Categoria: Relatos de caso

Forma de Apresentação: Pôster

Objetivo(s): O objetivo deste trabalho é relatar um caso e apresentar uma nova abordagem, para casos selecionados de abscessos pélvicos, através de um meio já conhecido, a Retoscopia Flexível, bem como discutir suas perspectivas, limitações e futuro.

Descrição do caso: M.P.R., 66 anos, masculino, com diagnóstico de adenocarcinoma moderadamente diferenciado de sigmoide (T4N1M0) submetido à retossigmoidectomia por via aberta com anastomose colorretal mecânica, evoluindo com deiscência, sendo então submetido à laparotomia com confecção de colostomia à Hartmann, além de inserção de dreno de Blake em cavidade pélvica. Evoluiu no pós‐operatório com leucocitose permanente, além de picos febris esporádicos. O dreno apresentava aspecto seroso e tornou‐se improdutivo, tendo então o paciente queixado de saída de secreção purulenta pelo reto. Submetido à tomografia de abdome que mostrou coleção pélvica. Submetido à retoscopia rígida no leito, a qual mostrou moderada quantidade de pus no reto. Realizado retoscopia flexível com achado de deiscência do coto retal e moderada quantidade de secreção purulenta em pelve. Acessado cavidade pélvica e realizado lavagem com soro fisiológico e aspiração do conteúdo, tendo pois, o paciente evoluído em 48h com ausência de febre, queda da leucometria, além de ausência de secreção purulenta no reto.

Discussão e Conclusão(ões): As cirurgias minimamente invasivas por orifícios naturais através da cirurgia endoscópica transluminal (NOTES), representaram um grande avanço na prática médica, permitindo uma nova forma de acesso peritoneal. Além disso, com a evolução da radiologia intervencionista vimos a realização de biópsias e drenagens percutâneas guiadas por métodos de imagem. Apresentam vantagens quando comparada à abordagem cirúrgica convencional como, menor dor pós‐operatória, ausência de seroma e infecção de ferida operatória, ausência de aderências e hérnias incisionais, além de melhor aspecto estético. Estas técnicas são seguras e de fácil de execução por orifícios naturais da pelve, constituindo acesso bastante valioso na abordagem de lesões situadas nesta região. As coleções devem ser aspiradas por completo, de modo a evitar superinfecções, peritonite e persistência do quadro. O conhecimento da anatomia pélvica além da familiaridade com materiais e técnicas intervencionistas, reduzem o aparecimento de complicações. Apesar deste relato, existem questionamentos não devidamente esclarecidos por falta de dados na literatura, tais como: a indicação exata do procedimento; como ocorreria a lise de fibrina se existente; a realização em clínicas ou centros de endoscopia caso viessem a ocorrer sangramentos de grande monta; quais serão os resultados a longo prazo; a possibilidade da colocação de dreno. Outra questão é a possibilidade de disseminação de abscesso localizado e consequentemente peritonite generalizada, além do risco de perfuração de alças intestinais. Estudos experimentais ocasionalmente demonstraram formação de abscessos intra‐cavitários após NOTES.

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Journal of Coloproctology

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