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Vol. 37. Issue S1.
Pages 40-41 (October 2017)
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Vol. 37. Issue S1.
Pages 40-41 (October 2017)
TL10‐093
DOI: 10.1016/j.jcol.2017.09.392
Open Access
EFICÁCIA DA FISIOTERAPIA NO TRATAMENTO DA INCONTINÊNCIA ANAL: UM ESTUDO PILOTO
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Rodrigo Ambar Pinto, Patrícia Batista, José Márcio Neves Jorge, Débora Brandão, Cristina Tanaka, Sérgio Carlos Nahas, Ivan Cecconello
Hospital das Clínicas, Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo (HC‐FM‐USP), São Paulo, SP, Brasil
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Introdução: Estima‐se que a incontinência anal é proporcionalmente maior em mulheres idosas, afeta uma em cada cinco da população acima dos 65 anos, pode ser considerado um problema de saúde pública. O tratamento pode ser conservador, medicamentoso ou cirúrgico. Dentre os tratamentos conservadores destaca‐se a fisioterapia, que, através de diversos recursos, tem possibilitado melhoria dos sintomas desses pacientes.

Objetivos: Verificar a eficácia da fisioterapia no tratamento de incontinência anal.

Métodos: Trata‐se dos dados preliminares de um estudo prospectivo. A amostra foi composta por pacientes encaminhados ao ambulatório de fisioterapia do Departamento de Fisiologia Anorretal do HC‐FM‐USP de junho/2015 a janeiro/2016. Durante as sessões de fisioterapia os pacientes faziam eletroestimulação do assoalho pélvico, biofeedback em diferentes posturas, cinesioterapia dos músculos do assoalho pélvico, exercícios posturais e recebiam orientação quanto ao posicionamento correto para evacuar. Os pacientes responderam a um questionário com informações pessoais, dados socioeconômicos e sobre sua condição fecal e em seguida tiveram a severidade da incontinência mensurada antes e depois do tratamento através do índice de incontinência fecal de Cleveland Clinic Florida (II‐CCF).

Resultados: Foram atendidos 23 pacientes, 21 (91,3%) do sexo feminino. A média foi de 63,6 (± 12,0) anos. Os pacientes foram submetidos a uma média de 15,4 sessões de fisioterapia durante esse período. Na análise do II‐CCF antes do tratamento a média foi de 12,7 (± 4,4) e após o tratamento foi de 5,6 (± 4,5). A população estudada apresentou em média ganho de 43,9% da continência anal perfeita, de acordo com os resultados iniciais e finais relacionados à gravidade da incontinência.

Conclusões: A fisioterapia do assoalho pélvico em pacientes incontinentes mostrou‐se efetiva e imprescindível, uma vez que favorece a melhoria da disfunção em período aceitável, reduzi a necessidade de abordagens de maior porte, como as cirúrgicas.

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Journal of Coloproctology

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