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Vol. 38. Issue S1.
Pages 71-72 (October 2018)
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Vol. 38. Issue S1.
Pages 71-72 (October 2018)
P227
DOI: 10.1016/j.jcol.2018.08.153
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EFICÁCIA DO ACESSO PERCUTÂNEO TRANSESPLÊNICO NA EMBOLIZAÇÃO DAS VARIZES PERIESTOMAIS
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Caio César Molina Silva, Marley Ribeiro Feitosa, Fernanda Costa Pereira, Guilherme Seizem Nakiri, Omar Féres, Daniel Giansante Abud, Rogerio Serafim Parra
Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo (USP), Ribeirão Preto, SP, Brasil
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Introdução: Shunts portossistêmicos se desenvolvem em pacientes com hipertensão portal, sendo os mais comuns varizes gastroesofágicas e shunts esplenorrenais. Pode haver formação de varizes periestomais (VPs) por vias colaterais infrequentes. Esta série relata 3 casos de pacientes estomizados com hipertensão portal, que apresentavam hemorragia digestiva, tratados com embolização das VPs, por acesso percutâneo transesplênico.

Descrição dos casos:Caso 1: Masculino, 58 anos, com cirrose hepática de etiologia alcoólica e hipertensão portal, com colostomia terminal na fossa ilíaca direita após colectomia oncológica. Após a embolização, evoluiu com melhora importante da hemoglobina, apresentando apenas um episódio de pequeno sangramento autolimitado. Caso 2: Feminino, 45 anos, portadora de doença de Crohn e submetida a enterectomia segmentar e íleo terminal na fossa ilíaca direita. Antecedente de colangite esclerosante primária, hipertensão portal e sangramento pelo estoma. Após o procedimento, sem novos episódios. Caso 3: Feminino, 65 anos, adenocarcinoma do cólon, submetida a colostomia terminal paliativa na ilíaca esquerda, hipertensão portal sem etiologia definida e sangramento pelo estoma. Melhora após tratamento endovascular. Apresentou dois episódios de sangramento, indicado nova esplenoportografia direta, sem identificação de vasos varicosos ao exame.

Discussão: VPs são causas raras de sangramento digestivo. Possuem risco estimado de morte de 3 a 4%, por episódio. Entre os tratamentos endovasculares disponíveis, há a confecção de shunt portossistêmico intra‐hepático (TIPS) e a embolização das varizes. O TIPS é efetivo para o tratamento de varizes periestomais, entretanto possui uma alta taxa de encefalopatia e insuficiência hepática. Outra possibilidade é a embolização pelo acesso percutâneo transhepático, entretanto em casos de trombose da veia porta ou invasão tumoral da mesma tornam este acesso limitado. A embolização por acesso percutâneo transesplênico torna‐se uma alternativa comparável as demais opções.

Conclusão: O acesso percutâneo transesplênico é eficaz na embolização das varizes periestomais.

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Journal of Coloproctology

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