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Vol. 39. Issue S1.
Pages 160 (November 2019)
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Vol. 39. Issue S1.
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Endometriose infiltrativa profunda com acometimento intestinal ‐ experiência de uma equipe com 625 pacientes submetidos a ressecção intestinal
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C.E.L. Soaresa, W.G. Fariasa, B.A. Medeirosb, CEFd. Queirozb, M.T.L. Araújob, S.P. Furtadob, J.R. Carvalhob, C.Q. Limab
a Universidade Federal do Ceará (UFC), Fortaleza, CE, Brasil
b Núcleo de Endometriose do Ceará (NEC), Fortaleza, CE, Brasil
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Área: Miscelâneas

Categoria: Pesquisa básica

Forma de Apresentação: Pôster

Objetivo(s): Apresentar a experiência de uma equipe multidisciplinar de ginecologistas e cirurgiões no tratamento de Endometriose Infiltrativa Profunda com acometimento intestinal (reto, apêndice, íleo terminal e cólon direito) de 625 pacientes submetidos a cirurgia em hospital privado de referência da região nordeste em um período de 6 anos.

Método: Estudo retrospectivo com revisão de dados de prontuários de pacientes submetidos cirurgia de ressecção intestinal e focos de endometriose por equipe de referência entre os anos de 2013 e 2019 (compreendendo um período de 6 anos), armazenamento de dados em planilha referentes a idade, técnica cirúrgica utilizada, número de procedimentos associados, tamanho dos nódulos de endometriose, distância da borda anal e tempo de internação, seguida de análise estatística através do software GraphPad Prism.

Resultados: A média de idade das pacientes submetidas a cirurgia foi de 34,9 anos±5,9 anos (21–61 anos). A técnica cirúrgica mais usada foi a ressecção discoide em 303 pacientes (48,5%) seguida da retossigmoidectomia em 237 pacientes (37,9%), ressecção discoide dupla em 31 (5%), linear em 27 (4,3%), Shaving em 19 (3%) e segmentar em 12 (1,9%). Seis pacientes (0,96%) foram submetidas a uma combinação de mais de uma técnica. Além das técnicas convencionais, 186 pacientes (29%) foram submetidos a mais um procedimento cirúrgico, sendo a apendicectomia realizada em 145 pacientes (23,2%), tiflectomia em 18 (2,8%), colectomia direita em 12 (1,9%), ressecção de lesões diafragmáticas em 5 (0,8%), ileostomia em 3 (0,5%), ressecções com rafia primária em 3 (0,5%), reconstrução de parede abdominal em 2 (0,3%) e ressecção de endometrioma em esfíncter em 1 paciente (0,96%). A média de tamanho dos nódulos foi de 2,52cm±1,59cm (0,5–14,1cm) e distância média da borda anal foi de 9,15cm±4,8cm (5‐111cm). O tempo médio de internação foi de 2 dias±1,46 dias (1–19 dias).

Conclusão(ões): A endometriose profunda dos intestinos é uma doença complexa, envolvendo múltiplos órgãos e segmentos do trato digestivo. O acometimento intestinal por endometriose é uma comorbidade grave que acomete muitas pacientes em idade jovem, com importantes impactos na função reprodutiva e absenteísmo no trabalho. A experiência da equipe nas técnicas cirúrgicas para ressecção de focos de endometriose é de fundamental importância para o tratamento adequado destas pacientes. Em nossa experiência, a ressecção discoide segue como técnica mais comum. Número significativo de pacientes foram submetidas a outras técnicas devido à extensão da doença para outros locais, sendo o apêndice importante sítio de acometimento. Observamos importante variação no tamanho das lesões. Estes dados evidenciam a importância de equipe multi‐disciplinar experiente no tratamento da Endometriose Infiltrativa Profunda, sendo fundamental para melhores resultados, com boa evolução pós‐operatória e alta hospitalar precoce.

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Journal of Coloproctology

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