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Vol. 37. Issue S1.
Pages 49 (October 2017)
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Vol. 37. Issue S1.
Pages 49 (October 2017)
TL12‐114
DOI: 10.1016/j.jcol.2017.09.413
Open Access
ENDOMETRIOSE PROFUNDA COM ACOMETIMENTO INTESTINAL EM CENTRO TERCIÁRIO DE REFERÊNCIA NO TRATAMENTO DE ENDOMETRIOSE: CINCO ANOS DE EXPERIÊNCIA DE EQUIPE MULTIDISCIPLINAR
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Alexandre Bruno Bertoncini, Victor Edmond Seid, Sergio Eduardo Alonso Araujo, Mauricio S. Abraao, Sergio Carlos Nahas, Ivan Ceconello
Hospital das Clínicas, Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo (HC‐FM‐USP), São Paulo, SP, Brasil
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Objetivo: Estudo das características das pacientes com endometriose intestinal submetidas a tratamento cirúrgico por equipe multidisciplinar, com foco nos sintomas apresentados, técnica escolhida para ressecção intestinal e melhoria durante seguimento clínico mínimo de 12 meses.

Método: Análise prospectiva de pacientes operadas entre fevevereiro/2012 e fevereiro/2017, inclusive aspectos clínicos pré‐operatórios, técnicas empregadas para ressecções intestinais laparoscópicas preferencialmente, evolução pós‐opeartória imediata e seguimento clínico por ao menos 12 meses. Equipe multidisciplinar composta por ginecologistas especializados no tratamento da endometriose e coloproctologista com proficiência prévia de mais de 100 casos por laparoscopia, dedicada ao tratamento da endometriose intestinal em suas diversas apresentações.

Resultados: Preencheram os critérios de inclusão 61 pacientes e foram submetidas a avaliação clínica completa e cirurgia totalmente laparoscópica, assim como seguimento proposto adequado. Média de 36 anos e IMC médio de 27,05kg/m2. Dismenorreia foi o sintoma mais prevalente em 86,2% das pacientes, com queixas intestinais em ao menos 51,7%. Relação entre queixas de sangramento e achados de colonoscopia pré‐operatória são apresentadas em tabela. Já apresentavam cirurgia prévia 63% das pacientes. Tempo cirúrgico médio de 267 minutos. Apenas 6,6% dos procedimentos não foram laparoscópicos desde o início, foi possível o tratamento laparoscópico em 93,4% das demais. Ressecções segmentares em 63,9% com tamanho médio de 12,3cm de extensão apenas, com 23,1% de selamento vascular local e 17,9% de mobilização de ângulo esplênico. A taxa de ileostomias de proteção foi de 3,61% apenas, selecionadas já no pré‐operatório. Houve margem comprometida em 9,5% das pacientes sem recidiva diagnosticada até o término do seguimento clínico de um ano. Tempo médio de internação de 6,2 dias, com morbidade precoce de 14,6% (clínicas em 3,2% e cirúrgicas em 11,4%) sem a ocorrência de óbito, fístula ou reoperações. Todas as pacientes assintomáticas no fim do seguimento. Houve 92,8% de satisfação global.

Conclusão: Tratamento multidisciplinar é essencial para o sucesso do tratamento duradouro na endometriose intestinal.

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Journal of Coloproctology

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