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Vol. 38. Issue S1.
Pages 122-123 (October 2018)
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Vol. 38. Issue S1.
Pages 122-123 (October 2018)
TL11
DOI: 10.1016/j.jcol.2018.08.263
Open Access
ENDOMICROSCOPIA CONFOCAL PODE APRIMORAR O DIAGNÓSTICO DE RESPOSTA CLÍNICA COMPLETA PÓS QUIMIO/RADIOTERAPIA NEOADJUVANTE PARA NEOPLASIA RETAL AVANÇADA
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Adriana Vaz Safatle Ribeiro, Carlos Frederico Sparapan Marques, Clelma Pires, Luciana Meirelles, Sérgio Carlos Nahas, Ulysses Ribeiro, Fauze Maluf‐Filho
Departamento de Gastroenterologia, Faculdade de Medicina (FM), Universidade de São Paulo (USP), São Paulo, SP, Brasil
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Introdução: Quimio e radioterapia neoadjuvante (nQRxt) seguida de cirurgia representa a melhor abordagem para tumores distais do reto. Pacientes com resposta clínica completa (RCC) podem ser seguidos sem cirurgia de imediato (watch and wait policy). Ressonância magnética (RM) e endoscopia apresentam baixa sensibilidade para o diagnóstico de RCC. Endomicroscopia confocal com sonda (pCLE) representa um método in vivo e em tempo real que permite a aquisição de biópsias ópticas com ampliação de 1000 vezes, avaliando padrões celulares e vasculares.

Objetivo: Avaliar a contribuição da pCLE no diagnóstico de RCC após nQRxt para câncer distal e médio do reto.

Métodos: Foram avaliados 40 pacientes com neoplasia retal localmente avançada (T3 ‐ T4 ou N +) entre outubro de 2016 e fevereiro de 2018, submetidos a nQRxt (5‐fluoroucacil, 5040 cGy) e pCLE. Irregularidade celular, glândulas atípicas, aumento vascular e tortuosidade foram considerados padrões de malignidade na pCLE. pCLE foi realizada pré e pós nQRxt guiando biópsias. Imagens da pCLE pós nQRxt foram gravadas e comparadas, às cegas, com a histologia dos espécimes cirúrgicos.

Resultados: Vinte e um pacientes apresentavam lesões tumorais no reto médio e 19 no reto distal. Vinte e três (57,5%) pacientes eram homens. A média de idade foi de 63,1 anos, variando de 36 a 82 anos. Trinta e três tiveram apenas resposta parcial, todos confirmados pela pCLE. Sete pacientes (17,5%) apresentaram boa resposta endoscópica, apresentando apenas pequena úlcera (n=3) ou cicatriz residual (n=4). Neste subgrupo de pacientes, pCLE após nQRxt diagnosticou todos corretamente, exceto um (6/7 pacientes). Dois pacientes com pCLE negativa foram confirmados por exame histopatológico do espécime cirúrgico. Três pacientes com pCLE positiva apresentaram doença residual na peça cirúrgica. pCLE diagnosticou erroneamente um paciente considerado positivo, mas o resultado anatomopatológico cirúrgico mostrou áreas de mucina sem células neoplásicas. Um paciente com pCLE negativa foi acompanhado por um ano sem qualquer evidência de recorrência na endoscopia e ressonância magnética. Estádios pTNM do subgrupo foram: 2 ypT0 ypN0, 1 ypT0 ypN1, 1 ypT1 ypN0 e 2 ypT2ypN0.

Conclusões: 1. pCLE pode ser útil para melhorar o diagnóstico de RCC e pode alterar a conduta do paciente; 2. pCLE pode identificar os pacientes com câncer retal avançado que se beneficiariam da política de seguimento, indicando‐se o tratamento cirúrgico se necessário.

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Journal of Coloproctology

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