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Vol. 38. Issue S1.
Pages 48-49 (October 2018)
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Vol. 38. Issue S1.
Pages 48-49 (October 2018)
P181
DOI: 10.1016/j.jcol.2018.08.103
Open Access
ENFISEMA DE SUBCUTÂNEO EM REGIÃO GENITAL NO PÓS‐OPERATÓRIO DE DRENAGEM DE ABSCESSO PERIANAL E EXPLORAÇÃO DE FÍSTULA ANORRETAL
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Letícia Nobre Lopes, Rafael Vaz Pandini, José Américo Bacchi Hora, Cintia Mayumi Sakurai Kimura, Sergio Carlos Nahas, Aline Costa Mendes de Paiva, Ivan Ceconello
Faculdade de Medicina (FM), Universidade de São Paulo (USP), São Paulo, SP, Brasil
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Introdução: O abscesso perianal acomete principalmente homens sendo a etiologia criptoglandular a mais comum. Pode estar associado à fístula perianal, o que torna seu diagnóstico ainda mais desafiador, sendo imprescindível a identificação adequada do trajeto fistuloso (TF) para escolha do tratamento e prevenção de complicações.

Descrição do caso: J.F.L., masculino, 52 anos, com episódios recorrentes de abscesso perianal, evoluindo com fístula anorretal, submetido a diversas abordagens prévias: drenagens cirúrgicas com antibioticoterapia, fistulotomia, fistulectomia, câmara hiperbárica e plug de colágeno. Mantendo sintomas, foi encaminhado para seguimento em nosso serviço. RNM de pelve: coleção em glúteo direito com TF associado através do músculo elevador do ânus em direção à fossa isquiorretal. Indicado exame proctológico sob narcose: orifício externo (OE) com drenagem de secreção purulenta em região inferior da nádega direita. Injeção de peróxido de hidrogênio (H2O2) sob pressão com extravasamento em orifício interno (OI) localizado às 7h, distando 3cm da borda anal. Ampliado OE com identificação de TF interesfincteriano cateterizado com sonda flexível, além de grande loja com 9cm de profundidade. Realizada curetagem e passagem de sedenho. No 1° pós‐operatório (PO) evoluiu com extenso enfisema de pênis e bolsa escrotal, sem outros sintomas. Mantido sob vigilância, apresentou reabsorção completa do enfisema, recebendo alta no 3° PO após diurese e evacuação espontâneas.

Discussão: Diversas técnicas de exploração de fístulas anorretais são descritas até o momento: uso de estiletes, sondas rígidas e flexíveis, probe endoscópico e instilação de líquidos, como azul de metileno, leite e peróxido de hidrogênico. Este último representa material amplamente disponível e de baixo custo, tendo como vantagem a identificação do TF através da liberação de bolhas, mesmo em percursos estenóticos, sem a confecção de falso trajeto e a possibilidade de repetição do processo, com elevada acurácia no diagnóstico. Entretanto, grandes lojas e fístulas complexas podem exigir a instilação de grande volume que, sob pressão, pode ocasionar enfisema subcutâneo locorregional. Este geralmente apresenta pequenas dimensões e resolução espontânea, porém pode evoluir para necrose e infecção tecidual a depender da gravidade.

Conclusão: Apesar de seguro e amplamente utilizado, o H2O2 pode apresentar complicações, devendo o cirurgião estar atendo para o diagnóstico e manejo adequados.

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Journal of Coloproctology

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