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Vol. 37. Issue S1.
Pages 38-39 (October 2017)
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Vol. 37. Issue S1.
Pages 38-39 (October 2017)
TL9‐088
DOI: 10.1016/j.jcol.2017.09.387
Open Access
ENSAIO CLÍNICO RANDOMIZADO DUPLO CEGO PARA AVALIAÇÃO DE EFICÁCIA ENTRE DIFERENTES TIPOS DE PREPARO PARA COLONOSCOPIA
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Raquel Martins Cabrala, Maria da Conceição Juste Werneck Côrtesb, Sinara Monica de Oliveira Leitea, Amanda Souzab, Fábio Lopes de Queiroza, Guilherme Augusto Alves do Carmoc, Bruno Giusti Werneck Côrtesa
a Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais (Ipsemg), Belo Horizonte, MG, Brasil
b Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Belo Horizonte, MG, Brasil
c Hospital Municipal Odilon Behrens (HMOB), Belo Horizonte, MG, Brasil
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Introdução: Colonoscopia é ferramenta de escolha para investigação das afecções do cólon. A excelência do preparo é fator determinante para um exame de qualidade.

Objetivo: Comparar a eficácia do preparo de cólon entre diferentes tipos de formulações em exames feitos no Hospital Odilon Behrens (HOB).

Métodos: Estudo prospectivo, randomizado, duplo‐cego, feito entre junho/2016 e março/2017, no HOB. Foram selecionados pacientes com indicação de serem submetidos a colonoscopia, de ambos os sexos, na faixa de 40 a 79 anos. Foram excluídos portadores de doenças descompensadas e alérgicos ao preparo. Foram randomizados 102 pacientes em quatro grupos para receber um tipo de preparo: Lactulose (27), Lactitol (26), Manitol (24) e Picossulfato (25). Após admissão, o paciente respondia um questionário sobre tolerabilidade, tinha amostra de sangue colhida para análise de função renal e íons e era encaminhado para colonoscopia. A qualidade foi avaliada com base na Escala de Boston, com uma pontuação de 0 a 3 para cada região do cólon, foi considerado adequado o valor ≥ 6.

Resultados: Em relação à palatabilidade, 93% dos pacientes aceitaram bem o preparo – sem diferenças entre os grupos. Os efeitos colaterais descritos foram mínimos, náuseas o mais comum. Sobre qualidade do preparo, 88,2% de todos os exames atingiram a pontuação ≥ 6. Não houve diferença entre os grupos. Das 102 colonoscopias, 90% foram completas, com taxa de detecção de pólipos de 51% e tumor 4%. Em relação aos íons e à função renal, foi encontrada diferença estatística nos valores de sódio pré e pós‐exame no grupo do picossulfato e de creatinina pré e pós nos grupos lactulose e manitol. Porém, as diferenças não se traduziram em alterações clínicas ou ultrapassaram o intervalo de referência.

Conclusão: As quatro preparações foram eficazes na limpeza do cólon, com boa aceitação, ausência de complicações, diferem apenas no preço.

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Journal of Coloproctology

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