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Vol. 37. Issue S1.
Pages 172 (October 2017)
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Vol. 37. Issue S1.
Pages 172 (October 2017)
P‐232
DOI: 10.1016/j.jcol.2017.09.233
Open Access
ENTERORRAGIA MACIÇA POR DIVERTÍCULO DE MECKEL EM ADULTO JOVEM: RELATO DE CASO
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Camilla Ferreira Magalhães, Luiz Sérgio Ronchi, Tamara Durci Mendes, Thais Andreotti, Miguel Cerutti Franciscatto, João Gomes Netinho, Gustavo Lisbôa de Braga
Hospital de Base, São José do Rio Preto, São José do Rio Preto, SP, Brasil
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Introdução: O divertículo de Meckel (DM) é a mais comum alteração congênita do aparelho digestivo. Decorre da incompleta obliteração do ducto onfalomesentérico, forma um divertículo verdadeiro na borda antimesentérica. Frequentemente está associado à mucosa ectópica.

Descrição do caso: Estudante de 29 anos internado aos cuidados da neurologia em investigação de quadro de encefalite apresenta quadro de enterorragia maciça com queda substancial de hematimetria. Iniciado estudo com endoscopia digestiva alta que não evidenciou sinais de sangramento. À colonoscopia, observado cólon e íleo terminal com sangue e coágulos sem evidência de local de sangramento, sugeriu sangramento proximal. Optou‐se então pela arteriografia mesentérica, porém, ao exame, não foram identificados pontos de extravasamento de contraste. Apesar do tratamento clínico com reposição volêmica e hemoderivados, paciente manteve exteriorização. Assim, foi conduzido à laparotomia exploradora e foi identificado, no intraoperatório, divertículo a 30cm da válvula ileocecal e feita diverticulectomia. Após o procedimento, o paciente evoluiu bem, sem novos episódios de enterorragia. Ao estudo anatomopatológico da peça cirúrgica, identificado divertículo de Meckel que continha mucosa gástrica ectópica com presença de ulceração ativa profunda.

Discussão: O DM é geralmente um achado de exame ou de laparotomias exploradoras por outra etiologia. Contudo, pode ser uma causa importante de hemorragia digestiva baixa em crianças, além de intussuscepção e dor abdominal com diverticulite. Há maior probabilidade de sintomatologia em jovens, do sexo masculino, que apresentam divertículo maior do que 2cm e com presença de tecido ectópico. O exame físico abdominal geralmente não acrescenta dados, exames laboratoriais podem apresentar anemia e o diagnóstico definitivo pode ser feito através de enteroscopia, arteriografia, cintilografia ou laparoscopia. Entretanto, se há instabilidade hemodinâmica, a laparotomia exploradora deve ser indicada.

Conclusão: O diagnóstico de DM deve ser considerado em casos de dor abdominal inespecífica, com ou sem enterorragia, após exclusão de outros diagnósticos mais prováveis.

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Journal of Coloproctology

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