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Vol. 38. Issue S1.
Pages 140 (October 2018)
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Vol. 38. Issue S1.
Pages 140 (October 2018)
TL48
DOI: 10.1016/j.jcol.2018.08.300
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EPIDEMIOLOGIA DAS DOENÇAS INFLAMATÓRIAS INTESTINAIS EM UM SERVIÇO TERCIÁRIO DO ESTADO DE SÃO PAULO
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Idblan Carvalho de Albuquerque, Alexandre Andrade da Silva Cherao, Rafaela Cavalcante das Neves Barbosa, Paola Trindade Meinicke, Lucas Rodrigues Boarini, Bruna Lima Daher
Hospital Heliópolis, São Paulo, SP, Brasil
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Introdução: A Doença Inflamatória Intestinal (DII) é um desafio de saúde pública devido internações recorrentes, cirurgias frequentes e gasto elevado com o tratamento medicamentoso. Com exceção de países desenvolvidos, a caracterização da população de pacientes com DII permanece incerta, por este motivo, estudos epidemiológicos descritivos são necessários em países em desenvolvimento para o conhecimento das características clínicas da população estudada.

Objetivos: Descrever os aspectos clínicos de pacientes com DII em hospital no estado de São Paulo.

Métodos: Estudo retrospectivo descritivo realizado no ambulatório de DII do serviço de coloproctologia de um hospital terciário, através da análise de questionário e levantamento de dados de prontuários dos pacientes atendidos no período de fevereiro a maio de 2018.

Resultados: Foram estudados 212 pacientes, deste 42,9% eram portadores de retocolite ulcerativa (RCU) e 57,1% doença de Crohn (DC). O grupo da RCU apresenta média de idade de 49,2 anos, sendo 65% de mulheres. A proctite foi observada em 37,3%, a colite esquerda e colite extensa representam respectivamente 23,2% e 39,5%. O antecedente familiar de DII ocorreu em 7% e 21,9% possuem manifestações extraintestinais. A maioria (60%) faz uso de salicilatos, pouco mais de 14% fazem uso de medicações biológicas. A média de idade na DC é de 39,2 anos, 16,5% possuem antecedentes familiares. A maioria diagnosticado entre 17 e 40 anos e 42,1% tem acometimento de íleo e cólon. Cirurgia abdominal foi realizada em 52% dos pacientes e perianal em 45%. Os Anti‐TNFs foram utilizados em 70% dos pacientes, destes 35,5% associados à azatioproina.

Conclusão: Foi observado um número maior de pacientes com doença de Crohn na amostra analisada, a maioria em uso de medicações biológicas e com diagnóstico realizado na faixa etária entre 17‐ 40 anos. A RCU demonstrou ser mais prevalente no sexo feminino e os derivados do 5‐ASA foram a principal medicação prescrita.

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Journal of Coloproctology

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