Journal Information
Vol. 39. Issue S1.
Pages 188 (November 2019)
Share
Share
Download PDF
More article options
Vol. 39. Issue S1.
Pages 188 (November 2019)
571
Open Access
EPIDEMIOLOGIA DO HPV ANAL EM HOMENS QUE FAZEM SEXO COM HOMENS (HSH) E PROPOSTA DE PROTOCOLO DE RASTREAMENTO E SEGUIMENTO PARA PREVENÇÃO PRIMÁRIA E SECUNDÁRIA DE CONDILOMATOSE
Visits
...
Figueiredo Mna,b, Fregnani Jhtgc, Villa Lld, Oliveira Cma, Silva Rjcb, Santana Ivva, Luciano Pca,e, Longatto-Filho Aa
a Hospital de Câncer de Barretos, Barretos, SP, Brasil
b Centro de Referência e Treinamento DST/AIDS-SP, São Paulo, SP, Brasil
c A. C. Camargo Cancer Center, Barretos, SP, Brasil
d Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP), São Paulo, SP, Brasil
e Faculdade de Ciências da Saúde de Barretos Dr. Paulo Prata (FACISB), Barretos, SP, Brasil
Article information
Full Text

Área: Doenças Infecciosas

Categoria: Estudo clínico não randomizado

Forma de Apresentação: Tema Livre (apresentação oral)

Objetivo(s): Avaliar a prevalência de infecção anal pelo HPV em pacientes sem infecção sintomática (verrugas), avaliar os tipos mais frequentes do vírus na população da nossa região e verificar a taxa de recorrência ou persistência da infecção anal pelo HPV após tratamento cirúrgico para o condiloma anal.

Método: Os indivíduos foram captados de um centro de tratamento voltado para ISTs e divididos em grupo com condiloma e sem condiloma. Todos tiveram até 3 consultas, sendo uma consulta inicial, uma após 60 dias e outras após 180 dias. Em todas as consultas foram realizados coleta de material de canal anal, exame proctológico e anuscopia de alta resolução. A coleta de células de canal anal foi feita com escova Cytobrush e mantida em meio líquido (SurePath) e o material foi enviado para análise por citopatologista e tipagem de HPV por método de linear array, com deteção de até 37 tipos de HPV. Os critérios de inclusão foram: sexo masculino, fazer sexo com homens, idade entre 18 e 60 anos. Os pacientes com lesão condilomatosa foram submetidos a tratamento das verrugas anais com eletrocauterização sob anestesia local.

Resultados: Foram incluídos 92 indivíduos em 2 grupos, sendo 60 indivíduos com lesão condilomatosa anal e 32 sem lesão condilomatosa anal ao exame físico inicial. A média de idade foi de 29,5 anos (dp 7,7), o número mediano de parceiros no último ano foi de 5 (intervalo 0-500) e 50 (54,4%) pacientes não faziam uso regular de preservativos. 29 pacientes (31,9%) já haviam tido tratamento prévio para HPV. No total, 47 (64,4%) pacientes apresentaram alterações na primeira citologia, sendo 5 (6,9%) ASC-H. De 25 pacientes no grupo sem verruga, 7 (14,9%) apresentaram citologia positiva. Não houve diferença significativa comparando achados de alto risco na citologia anal entre os dois grupos (ASC-H; p=0,655). Dentre os pacientes do grupo com verruga com 1a citologia positiva, 21/25 (88%) mantiveram o resultado após 60 dias e 5/6 (83%) após 180 dias, apesar do tratamento instituído. Em relação à análise de tipos de HPV, o tipo mais frequentemente encontrado foi o 11 (21, 29,6%), seguido do 6 (17, 23,9%), 45 (7, 9,9%), 51 (7, 9,9%), 59 (6, 8,5%), 62 (6, 8,5%), 16 (6, 8,5%) e 18 (4, 5,6%).

Conclusão(ões): A taxa de permanência de citologia anal positiva após tratamento de condiloma anal em até 180 dias foi em torno de 85% apesar da aparente eficácia do tratamento. Indivíduos do grupo HSH sem verruga anal tiveram citologia anal alterada em 15% dos casos, mostrando a importância de rastreamento nesta população. Os tipos mais comuns em nossa população são 11, 6, 45 e 51. Os tipos de alto risco (16 e 18) estão presentes em 12% dos casos, mesmo sem alterações intra-epiteliais de alto grau nas citologias avaliadas. Um intervalo curto após tratamento não parece ser adequado para avaliação de possível clearance do HPV anal.

Idiomas
Journal of Coloproctology

Subscribe to our newsletter

Article options
Tools