Journal Information
Vol. 37. Issue S1.
Pages 42 (October 2017)
Share
Share
Download PDF
More article options
Vol. 37. Issue S1.
Pages 42 (October 2017)
TL10‐096
DOI: 10.1016/j.jcol.2017.09.395
Open Access
ESFINCTEROPLASTIA ANAL PARA TRATAMENTO DA INCONTINÊNCIA FECAL EM HOSPITAL DE ENSINO: CASUÍSTICA DE 10 ANOS
Visits
...
Rodrigo Ambar Pinto, Isaac José Felippe Corrêa Neto, José Marcio Neves Jorge, Marília Fernandes, Caio Sergio Nahas, Ivan Cecconello, Sérgio Carlos Nahas
Hospital das Clínicas, Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo (HC‐FM‐USP), São Paulo, SP, Brasil
Article information
Full Text

Objetivo: Apresentar a casuística em curto e longo prazo de pacientes incontinentes submetidos a esfincteroplastia anal dos últimos 10 anos em um hospital de ensino especializado.

Métodos: Feito levantamento retrospectivo dos pacientes submetidos a esfincteroplastia anal no serviço de cirurgia colorretal do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo entre janeiro de 2004 e fevereiro de 2014. Avaliados os dados pré‐operatórios, como antecedentes obstétricos, causa da incontinência fecal e escore de incontinência de Cleveland Clinic Florida (CCF). Todos os pacientes foram submetidos a manometria anorretal e ultrassom endoanal pré‐operatórios. A esfincteroplastia foi associada a perineoplastia nos casos de defeito perineal completo com afilamento importante do corpo perineal. No período pós‐operatório foram avaliadas as complicações imediatas, recuperação da incontinência através do escore de CCF e os casos de recidiva de sintomas.

Resultados: Foram analisados dados de 51 pacientes submetidos a esfincteroplastia anal, 78,4% do sexo feminino. A média foi de 48,73 anos (18‐84) e em 63% a causa foi dano obstétrico. O tempo médio de seguimento foi de 55,5 meses (17‐138) e o tempo de sintoma previamente à cirurgia foi em média de 12,5 anos. O índice de incontinência anal no pré‐operatório foi em média de 12,81 e no pós‐operatório de 7,1. Com relação à qualidade de vida no pós‐operatório, 75% se demonstraram satisfeitos, 60% fariam novamente a cirurgia e 50% classificaram a qualidade de vida como boa, muito boa ou excelente.

Conclusões: A esfincteroplastia anal mostrou‐se segura e efetiva para o controle da incontinência fecal associada a defeito esfincteriano, com melhoria dos sintomas de escape de fezes e flatos e da qualidade de vida.

Idiomas
Journal of Coloproctology

Subscribe to our newsletter

Article options
Tools