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Vol. 38. Issue S1.
Pages 149 (October 2018)
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Vol. 38. Issue S1.
Pages 149 (October 2018)
TL67
DOI: 10.1016/j.jcol.2018.08.319
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ESTUDO DE PACIENTES PORTADORES DE INCONTINÊNCIA FECAL E CORRELAÇÃO ENTRE QUEIXAS CLÍNICAS, ACHADOS MANOMÉTRICOS E ULTRASSONOGRÁFICOS
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Malú Aeloany Dantas Sarmento, Hélio Moreira, José Paulo Teixeira Moreira, Ayr Nasser, Valesca de Souza Ueoka Sobreira, Pedro Ivo Calegari, Livia Gomes Carmignolli
Hospital das Clínicas (HC), Universidade Federal de Goiás (UFG), Goiânia, GO, Brasil
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A incontinência fecal, definida como perda do controle voluntário das fezes, é um grande problema social e de higiene. Afeta entre 1 e 15% dos adultos e 1,1 a 1,3% das pessoas com mais de 65 anos, impondo limitações e queda na qualidade de vida. Sua real prevalência é provavelmente subestimada, já que a abordagem do sintoma é dificultada pelo constrangimento que tal afecção acarreta. A continência fecal é resultado da atividade coordenada entre o reto e os esfíncteres anais e depende não só destes, mas também da sensibilidade retal, tempo de trânsito intestinal, consistência das fezes e das condições do reservatório retal. Uma vez manifestada a incontinência fecal, sua severidade deve ser identificada. Classificar a incontinência não é tarefa fácil e inúmeros autores propuseram escalas e questionários para melhor graduar tal sintomatologia. Por vezes, não é possível estabelecer a etiologia da disfunção, sendo necessários métodos diagnósticos como manometria anorretal, tempo de latência do nervo pudendo, ultrassonografia endoanal, entre outros. A correlação dos dados manométricos com a gravidade dos sintomas de incontinência fecal e seu valor prognóstico foram objeto de muitos estudos na última década, apresentando, muitas vezes, resultados conflitantes. O objetivo deste trabalho é estudar a correlação entre achados pressóricos manométricos e a sintomatologia da incontinência fecal, principalmente quanto ao seu grau de intensidade e gravidade. Foi realizado estudo retrospectivo, no período de Janeiro de 2014 a fevereiro de 2018, com 132 portadores de incontinência fecal, provenientes do ambulatório de coloproctologia do Hospital das clínicas, Universidade Federal de Goiás. Não houve significância estatística na relação entre os sintomas de incontinência fecal e os achados manométricos de sensibilidade retal, complacência, capacidade e pesquisa do reflexo inibitório retoanal. Tentar estabelecer uma relação entre achados manométricos apenas e a sintomatologia da incontinência fecal torna‐se um desafio, pois é de amplo conhecimento que a fisiologia da incontinência fecal ainda é pobremente compreendida. A correlação entre os dados manométricos e a sintomatologia da incontinência fecal esteve relacionada principalmente aos parâmetros pressóricos e, neste quesito, a maior gravidade da incontinência fecal esteve diretamente relacionada com a diminuição das pressões de repouso, porém o mesmo não ocorreu em relação às pressões de contração na amostra estudada.

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Journal of Coloproctology

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