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Vol. 39. Issue S1.
Pages 48 (November 2019)
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Vol. 39. Issue S1.
Pages 48 (November 2019)
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Exenteração em paciente com recorrência pélvica tardia pós proctocolectomia total por adenocarcinoma sincrônico de reto baixo e ceco associado a gist de ileo: relato de caso
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M.b.s. Silva, W.g.b. Segundo, L.m. Silva, T.y.f. Koga, I.jf.c. Neto, R.f.l. Souza, A.s. Rolim, L. Robles
Hospital Santa Marcelina, São Paulo, SP, Brasil
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Área: Doenças malignas e pré‐malignas dos cólons, reto e ânus

Categoria: Relatos de caso

Forma de Apresentação: Pôster

Objetivo(s): Apresentar caso raro de paciente com tumor sincrônico colorretal associado a tumor neuroendócrino de intestino delgado com recidiva pélvica após 6 anos de seguimento.

Descrição do caso: Paciente masculino, 71 anos, operado por adenocarcinoma úlcero‐infiltrativo iniciado em linha pectinea associado a adenocarcinoma de ceco. No estadiamento pré‐operatório realizou tomografia e ressonância de pelve com demonstração de massa heterogênea em ceco e espessamento de reto distal. Foi indicada neoadjuvância e posterior amputação abdominoperineal de reto com proctocolectomia total e enterectomia segmentar. Anatomopatológico demonstrou Adenocarcinoma de reto e ceco, ambos estádio IIa e tumor neuroendócrino em íleo terminal, realizado ressecção oncológica e complementado com quimioterapia adjuvante. Após 6 anos de seguimento oncológico regular apresentou lesão vegetante ulcerada de aproximadamente 10cm em seu maior diâmetro que se exteriorizava pela região perineal, infiltrando circunferencialmente cerca de 5cm da margem pélvica, sem evidência de doença à distância. Submetido a cistoprostatectomia com ressecção do períneo e confecção de derivação urinária a Bricker, além de retalho músculo‐cutâneo de glúteo e anatomia patológica revelando infiltração por adenocarcinoma em bexiga, próstata e pele perineal com margens cirúrgicas livres.

Discussão e Conclusão(ões): A maior parte dos protocolos de seguimentos oncológicos preconizam acompanhamento por 5 anos. Entretanto, o impacto e forma desse acompanhamento, após cirurgia curativa colorretal, apresenta divergências entre os centros, mas com concordância da necessidade da vigilância através de exame físico e complementares. Em nosso serviço, os pacientes permanecem em acompanhamento ambulatorial por 10 anos, pois é comprovada uma taxa de recidiva, local ou à distância, de até 5‐15% entre 5 e 10 anos. No caso apresentado, a recidiva, após cirurgia inicial curativa, ocorreu após 6 anos de seguimento oncológico regular. Nas situações de recidiva locorregional, a exenteração pélvica, que inicialmente apresentava taxas de mortalidade proibitivas de até 20%, é a melhor opção quando não existe doença à distancia, uma vez que a porcentagem de mortalidade atualmente é de cerca de 5% devido fundamentalmente à evolução de técnica operatória, suporte no intra e pós‐operatório, além de uma melhor seleção dos doentes, como a ausência de comorbidades limitantes, idade avançada, obesidade, envolvimento vascular ou ureteral bilateral e de invasão de estruturas ósseas. A recidiva tumoral locorregional isolada faz com que a melhor opção terapêutica seja a exenteração pélvica com ressecção multivisceral, quando necessário.

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Journal of Coloproctology

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