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Vol. 38. Issue S1.
Pages 6 (October 2018)
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Vol. 38. Issue S1.
Pages 6 (October 2018)
P100
DOI: 10.1016/j.jcol.2018.08.014
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EXENTERAÇÃO PÉLVICA POR RECIDIVA TARDIA DE NEOPLASIA DE RETO
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Valesca de Souza Ueoka Sobreira, Hélio Moreira, José Paulo Teixeira Moreira, Ayr Nasser, Malú Aeloany Dantas Sarmento, Pedro Ivo Calegari, Livia Gomes Carmignolli, Paula Chrystina Caetano Almeida Leite
Hospital das Clínicas (HC), Universidade Federal de Goiás (UFG), Goiânia, GO, Brasil
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Introdução: A exenteração pélvica é uma cirurgia radical utilizada na tentativa de curar pacientes com neoplasias pélvicas localmente avançadas. Dados publicados mostram que a ressecção radical pode atingir uma ressecção completa do tumor e pode aumentar a sobrevida.

Descrição: Paciente A.M.S., 36 anos, há 4 meses com enterorragia e dor abdominal. Após colonoscopia, em 2013, evoluiu com abdome agudo obstrutivo sendo submetido à laparotomia exploradora, visualizando lesão endurecida em reto e implantes hepáticos sendo realizado colostomia e biópsia, diagnosticando adenocarcinoma. Colonoscopia apresentava lesão úlcero infiltrante estenosante 5cm da linha pectínea. Tomografia evidenciava nódulos hepáticos em segmentos VIII e II e espessamento parietal do reto. CEA de 2,29 e K‐ras+. Iniciado FOLFIRI e CETUXIMABE. Em 2014, efetuado ressecção das lesões hepáticas e colecistectomia, cujo anatomopatológico foi depósito de mucina e colecistite. Introduzido XELODA, radioterapia e, em 2014, realizado retossigmoidectomia e ileostomia, com anatomopatológico de adenocarcinoma T3NXM1. Iniciado XELOX e realizado fechamento da ileostomia em 2016. Em 2018 apresentou diarréia, efetuando: Colonoscopia normal, CEA 1,11, RNM com lesão expansiva e heterogênea, 5cm da borda anal, em parede anterior de reto médio, estendendo‐se ao espaço retovesical, envolvendo ureter esquerdo e PET com lesão expansiva hipermetabólica no espaço para‐retal anterior esquerdo, sendo submetido a exenteração pélvica.

Discussão: A exenteração pélvica total é uma cirurgia radical podendo ser a única opção curativa para neoplasias pélvicas localmente avançadas ou recorrentes, incluindo cânceres ginecológicos, colorretais e urinários, estando associada a alta morbimortalidade. A neoplasia localmente avançada produz sintomas incapacitantes e redução da qualidade de vida e aproximadamente 10% de todo o câncer retal baixo precisa de ressecção cirúrgica estendida a outras estruturas pélvicas. A indicação para ressecção estendida deve ser de acordo com um estadiamento pré‐operatório sistêmico e local, não havendo exenteração padrão adequada a todos os pacientes devido as variações das características do tumor.

Conclusão: A exenteração pélvica é uma operação agressiva que tenta curar cirurgicamente pacientes com neoplasias pélvicas localmente avançadas. A ressecção de múltiplos órgãos e a morbidade associada requerem cuidados na seleção de pacientes para que os benefícios da cirurgia superem seus riscos.

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Journal of Coloproctology

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