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Vol. 38. Issue S1.
Pages 27-28 (October 2018)
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Vol. 38. Issue S1.
Pages 27-28 (October 2018)
P142
DOI: 10.1016/j.jcol.2018.08.060
Open Access
EXÉRESE DE LESÃO CÍSTICA RETRO‐RETAL POR VIDEOLAPAROSCOPIA: RELATO DE 2 CASOS
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Mychelly de Sá Carvalhoa,b,c, Evelyn Cristina da Rosa Granja Batalinia,b,c, Rafael Castelli Bittencourta,b,c, Marcelo Carlos de Sá Carvalhoa,b,c, Monykelly de Sá Carvalhoa,b,c, Marcus Regis Tanios Portoa,b,c, Alexande da Silva Nishimuraa,b,c
a Santa Casa de Ourinhos, Ourinhos, SP, Brasil
b Universidade Tiradentes (UNIT), Aracaju, SE, Brasil
c Universidade Federal do Acre (UFAC), Rio Branco, AC, Brasil
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Introdução: O Tailgut Cyst(TC) é um remanescente embriológico do intestino posterior, mais comum em mulher jovem (75‐90%), mais raros em crianças. A maioria dos pacientes portadores do TC é assintomático, mas podem apresentar sintomas anorretais, perineais e sacrais.

Descrição dos casos: Caso 1: J.C.F.R.R., 44 anos, sexo feminino, encaminhada por um Ginecologista devido queixa de dor pélvica de longa data. Relatou histerectomia devido endometriose há 10 meses, e episódios de drenagem de abscesso perianal prévios. Ao exame proctológico: indolor ao toque, presença de massa em parede lateral esquerda do reto. A Colonoscopia mostrou apenas abaulamento parietal na parede lateral esquerda do reto. Sendo então realizada Ressonância Magnética (RNM) de pelve, que identificou formação cística multiloculada de contornos lobulados, com paredes e septos finos, apresentando lóculos com conteúdo espesso/hemático e sem projeções sólidas evidentes, localizada no espaço extraperitoneal retrorretal e pararretal esquerdo, pré coccígeo, medindo cerca de 8.3x 6.3 x3.8cm. Com hipótese diagnóstica de TC. Caso 2: S.M.C, 38 anos, sexo feminino, procura o atendimento com o Coloproctologista devido episódios de sangramento retais, e durante investigação foi realizado RNM de pelve evidenciando formação cística multilobulada, de contornos lobulados e com conteúdo espesso, em situação extraperitoneal retorretal, medindo 3,6x1,8x1,6cm como hipótese diagnóstica de Tc, realizado colonoscopia sem alterações. Ambas as pacientes foram submetidas à intervenção cirúrgica videolaparoscópica com exérese de lesão cística retro‐retal. Evoluindo no pós‐operatório (PO) sem intercorrências, recebendo alta hospitalar no 2° dia PO. O resultado do histopatológico confirmou TC.

Discussão: O diagnóstico pode ser um achado ocasional em ultrassonografias ginecológicas, exame pré‐natal ou exames médicos devido sintomas de ordem proctológica que exerçam efeito de massa. Abscessos perianais e retro‐retais recorrentes, assim como cirurgias orificiais de repetição devido ao diagnóstico equivocado de doenças orificiais, costumam fazer parte da história pregressa dos pacientes.

Conclusão: Exames de imagem são úteis para a definição diagnóstica e programação cirúrgica. A excisão cirúrgica completa é recomendada devido ao risco de recorrência, degeneração maligna e infecção crônica, mesmo em pacientes assintomáticos.

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Journal of Coloproctology

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