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Vol. 39. Issue S1.
Pages 73 (November 2019)
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Vol. 39. Issue S1.
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Exérese de tumoração retroretal por abordagem posterior a kraske
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D.M.A.F. Baldez, J.P.F. Calheiros, M.S. Paiva, R.F.G.D. Howes, R.H. Petrosemolo, A.P. Pandelo, R.M. Machado, B.M. Santos
Hospital Federal do Andaraí, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
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Área: Doenças malignas e pré‐malignas dos cólons, reto e ânus

Categoria: Relatos de caso

Forma de Apresentação: Pôster

Objetivo(s): Os tumores do espaço retro retal são considerados patologias raras e difícil estimativa com pouco casos reportados em literatura. Sua incidência foi descrita em 1/40000 internações em grandes centros de referência. Objetivamos enriquecer a literatura com este relato de caso.

Descrição do caso: Paciente, sexo masculino, 53 anos, assintomático, encaminhado ao ambulatório devido a tumoração retro‐retal apresentada em estudo de imagem (RMN) medindo 4 x 4 x 5cm. Submetido a exame proctológico, com lesão tocável, retro‐retal de consistência elástica medindo 2 a 7cm de extensão. Submetido a colonoscopia, com ausência de expressão mucosa da lesão. O paciente foi submetido a ressecção cirúrgica, através do acesso para‐sacral de Kraske, cerca de 1cm da linha interglútea, com secção de elevadores do ânus e ressecção de cóccix para melhor exposição da lesão. A mesma era encapsulada, de consistência fibro‐cística. Obteve alta cinco dias após, sem complicações pós operatórias. O estudo histopatológico da peça revelou Cisto Epidermoide, com inflamação crônica.

Discussão: Tumores retro‐retais constituem um grupo heterogêneo de lesões categorizadas como congênitas, neurogênicas, ósseas, inflamatórias e miscelânea. Ocorrem no espaço anatômico retro‐retal limitado anteriormente pela fáscia mesorretal, posteriormente pela fáscia pressacral, inferiormente pelos músculos elevadores do ânus, superiormente pela reflexão peritoneal e lateralmente pelos ureteres e veias ilíacas. Em geral são assintomáticos (55% dos casos) ou apresentam sintomas inespecíficos sendo descobertos após exames de screening para outras patologias pélvicas. Podem ainda ser concomitantes com patologias do canal anal, tais como fístulas, cisto pilonidal, abscesso perineal. Geralmente lesões benignas tem apresentação assintomática latente durante longo período de tempo. Dor sacrococcígea é mais comum em lesões malignas ou inflamatórias (aproximadamente 30% e 87% respectivamente). Incontinência urinária, constipação, tenesmo, sensação evacuatória incompleta, são exemplos de sintomas por efeito de massa. Cirurgia é o único tratamento para tumores pré sacrais. A abordagem depende do tamanho e localização da massa tumoral, sendo a via sacral indicada para lesões mais baixas. A remoção do coccix é mandatória para todas as lesões císticas e teratomas. A via combinada abdominoperineal ou abdominosacral tem sua indicação para tumores grandes e a transretal para cistos que drenaram espontaneamente para o reto.

Conclusão: É de suma importância o conhecimento destas entidades patológicas visto que algumas possuem potencial de malignização e infecção, sendo então justificada a excisão cirúrgica. Uma vez diagnosticado é indicado a ressecção cirúrgica ampla e precoce, pela possibilidade de malignidade ou ainda crescimento da lesão dificultando sua resseção posteriormente. No presente caso a abordagem cirúrgica posterior à Kraske, foi a melhor indicação devido a topografia, localização e extensão da lesão.

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Journal of Coloproctology

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