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Vol. 38. Issue S1.
Pages 158 (October 2018)
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Vol. 38. Issue S1.
Pages 158 (October 2018)
TL86
DOI: 10.1016/j.jcol.2018.08.338
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EXISTE CORRELAÇÃO PRECISA ENTRE A ALTURA DA DEFLEXÃO PERITONEAL E A SEGUNDA VÁLVULA RETAL?
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Isaac J.F. Correa Neto, Thais Yoko Ferreira Koga, Anderson de A. Maciel, Mariana Campello de Oliveira, Alexander de Sa Rolim, Laercio Robles, Hugo Henriques Watte
Hospital Santa Marcelina, São Paulo, SP, Brasil
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Introdução: A anatomia da pélvis continua sendo um desafio para o cirurgião, sendo ocupada por órgãos do trato intestinal, urológico, ginecológico, vascular e estruturas neurais confinadas em um espaço ósteo‐muscular. Dessa forma, o conhecimento detalhado da anatomia dessa região tem implicações clínicas e cirúrgicas de capital importância em diversas especialidades médicas.

Objetivo: Avaliar através de retossigmoidoscopia rígida se há correlação entre a mensuração da altura da segunda válvula retal e a deflexão peritoneal durante procedimento cirúrgico.

Materiais e Métodos: Avaliaram‐se, de forma prospectiva, portadores de neoplasia colorretal no serviço de coloproctologia do departamento de cirurgia geral do Hospital Santa Marcelina submetidos à cirurgia colorretal abdominal, de tal forma que durante o procedimento cirúrgico mensurou‐se, através do emprego da retossigmoidoscopia rígida, a altura da segunda válvula retal e da deflexão peritoneal.

Resultados: Foram avaliados 38 pacientes em um período de quatro meses operados pelo serviço de coloproctologia com média de idade de 55,5 anos (30‐84 anos).

Ao se comparar a altura da deflexão peritoneal com a 2° válvula retal mensuradas pelo aparelho de retossigmoidoscopia com a cavidade abdominal íntegra e após a laparotomia, verificou‐se uma concordância substancial com índice de Kappa de 0,66

Quando se analisou a altura da deflexão peritoneal, observou‐se ser mais baixa em pacientes com IMC superior a 25Kg/m2 em ambos os sexos, sendo nos homens o impacto estatístico superior com relação às mulheres (p<0,005×0,013, respectivamente). Além disso, verificou‐se que mulheres com mais de dois partos também apresentam uma deflexão peritoneal mais caudal que aquelas com menos de dois partos (p = 0,009).

Conclusão: Através do presente estudo pode‐se concluir que há uma concordância substancial entre a altura da deflexão peritoneal e da 2° válvula retal e que, além disso, a deflexão peritoneal é mais baixa em pessoas com sobrepeso e mulheres com mais de dois partos vaginais.

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Journal of Coloproctology

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