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Vol. 39. Issue S1.
Pages 211 (November 2019)
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Experiência com vedolizumabe
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B.R. Altoéa,b, D.T. de Alencara,b, P.A. e Silvaa,b, R.V. Filhoa,b, M.G. Teixeiraa,b
a Clínica Pró‐Gastro, São Paulo, SP, Brasil
b A Beneficência Portuguesa de São Paulo (BP). São Paulo, SP, Brasil
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Área: Doenças Inflamatórias Intestinais

Categoria: Estudo clínico não randomizado

Forma de Apresentação: Tema Livre (apresentação oral)

Objetivo(s): Relatar nossa experiência inicial com o Vedolizumabe em um grupo de pacientes graves.

Método: Revisão de Prontuário de 246 pacientes com Doença Inflamatória Intestinal atendidos na Clínica Pró‐Gastro no período de 2014 a 2019.

Resultados: Embora a terapia Anti‐TNF tenha transformado o tratamento clínico das doenças inflamatórias intestinais, um terço dos pacientes são irresponsivos. Vedolizumabe é uma terapia biológica que tem como alvo especifico a mucosa intestinal. Resultados positivos no tratamento foram demonstrados. Relatamos nossa experiência inicial com o medicamento em um grupo de pacientes graves.

Casuística: Dos pacientes atendidos, 158 são portadores de Doença de Crohn e 88 de Retocolite. Tiveram indicação para Vedolizumabe, 10 pacientes, dos quais 9 tinham Doença de Crohn e um bolsite pós tratamento cirúrgico por Retocolite Ulcerativa. Os pacientes com Crohn tinham em média 13,5 anos de evolução da doença. Todos apresentaram falha ao tratamento prévio. Os pacientes haviam recebido, em algum momento do tratamento, Sulfasalazina (1), Mesalazina (9), Azatioprina (7), Metotrexate (1) e corticosteroides (10). Todos receberam pelo menos um biológico antes do Vedolizumabe. Três pacientes receberam um biológico, um havia recebido 4 e seis, 2. Oito pacientes haviam recebido Infliximabe, 7 Adalimumabe, dois Certolizumabe Pegol e dois biosimilar do Infliximabe. Os 9 pacientes com Crohn haviam sido submetidos a 21 operações por via abdominal e a 10 procedimentos por via anal. Resultados: Dos pacientes que receberam Vedolizumabe, quatro apresentaram sangramento que foi importante em dois, motivando uma internação em UTI com necessidade de transfusão e um necessitou de cirurgia de urgência por sangramento incontrolável. Um paciente desenvolveu polineuropatia que melhorou após suspensão do medicamento e outro, nasofaringite que não implicou na suspensão do tratamento. Não houve relato de outros efeitos adversos. Atualmente, os cinco pacientes que apresentaram efeitos adversos importantes foram medicados com outro biológico dos quais quatro estão evoluindo bem e um necessita esporadicamente de corticosteroides. Dos que mantiveram a medicação, dois necessitaram de otimização e 3 estão respondendo bem ao tratamento. O tempo médio de uso destes pacientes é de 48 semanas. Discussão: Cinquenta por cento de nossos pacientes responderam satisfatoriamente ao medicamento. Dentro da gravidade do quadro clínico, justificou‐se a necessidade de otimização. Não encontramos relatos de sangramento na literatura. Devido a gravidade destes pacientes, não podemos relacioná‐lo com a medicação, podendo ter sido coincidente com piora do quadro clínico. Quanto ao paciente que apresentou polineuropatia, esta poderia ter sido consequente a desnutrição e mesmo a outros medicamentos previamente utilizados.

Conclusão(ões): O medicamento pode se mostrar útil em casos selecionados. É preciso, no entanto, cautela em pacientes graves que já apresentem quadro clínico caracterizado por sangramento.

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Journal of Coloproctology

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