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Vol. 37. Issue S1.
Pages 33-34 (October 2017)
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Vol. 37. Issue S1.
Pages 33-34 (October 2017)
TL8‐077
DOI: 10.1016/j.jcol.2017.09.376
Open Access
EXPERIÊNCIA EM SEGUIMENTO AMBULATORIAL DE 883 PACIENTES COM NEOPLASIA ANAL INTRAEPITELIAL
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Cintia Mayumi Sakurai Kimura, Caio Sergio Nahas, Fabio César Atuí, Edésio Vieira Da Silva Filho, Jurandir Batista Da Cruz Junior, Sergio Carlos Nahas, Ivan Ceconello
Hospital das Clínicas, Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo (HC‐FM‐USP), São Paulo, SP, Brasil
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Introdução: As lesões anais intraepiteliais são um fator de risco conhecido para câncer de canal anal, que, embora não seja uma neoplasia comum, tem aumentado em incidência. Apesar de ser uma patologia potencialmente curável se diagnosticada precocemente, a rotina de screening para câncer de canal anal ainda não tem guidelines bem definidos.

Objetivo: Descrever a experiência em seguimento ambulatorial de pacientes com neoplasia anal intraepitelial.

Métodos: Os dados foram coletados retrospectivamente a partir dos prontuários dos pacientes em acompanhamento no ambulatório de doenças sexualmente transmissíveis do nosso serviço de 2011 a 2016.

Resultados: Foram estudados 883 pacientes, dos quais 710 (80,4%) eram homens, a idade média foi de 43,9 anos. A prevalência de sorologia positiva para HIV foi de 73,4%, 41% entre mulheres e 81,2% entre homens; 42 pacientes (4,7%) apresentavam outro tipo de imunossupressão (p. ex. transplantados, uso crônico de imunossupressores por doenças reumatológicas). No período estudado, foram feitas 2.906 consultas (média 3,3 consultas/paciente) e 2.194 citologias anorretais (média de 2,5 exames por paciente). Os resultados foram divididos entre: normal (50,3%), neoplasia intraepitelial de baixo grau (22%), neoplasia intraepitelial de alto grau (4,13%), células escamosas de significado indeterminado (ASCUS, 16,47%) e insatisfatório (5,8%). Durante o seguimento, três pacientes foram identificados com carcinoma espinocelular de canal anal, dois em estádio II e um em estádio III (paciente em seguimento irregular). Os dois primeiros puderam ser tratados precocemente e estão em seguimento há 13 e seis meses, respectivamente. O último paciente evoluiu a óbito como consequência de má adesão ao tratamento e recidiva do tumor.

Conclusão: Nosso programa de rastreamento, apesar de todas as limitações de uma instituição universitária pública, permitiu o diagnóstico do câncer anal em uma fase passível de cura.

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Journal of Coloproctology

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