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Vol. 39. Issue S1.
Pages 153 (November 2019)
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Vol. 39. Issue S1.
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Experiência no tratamento cirúrgico de pacientes com e sem acometimento intestinal por endometriose em uma coorte de pacientes em hospital de referência da região nordeste
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E.S. Verasa, K.L. Augustoa, L.B. Verasa, E.A. Rolimb, C.E.L. Soaresb, LdM. Vitorianoa, S.A.L. Karbagea, A.P.M. Bilhara
a Maternidade Escola Assis Chateaubriand (MEAC), Universidade Federal do Ceará (UFC), Fortaleza, CE, Brasil
b Universidade Federal do Ceará (UFC), Fortaleza, CE, Brasil
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Área: Cirurgia Minimamente Invasiva, Novas técnicas cirúrgicas/Avanços Tecnológicos em Cirurgia Colorretal e Pélvicas e Anorretais

Categoria: Pesquisa básica

Forma de Apresentação: Pôster

Objetivo(s): Apresentar a experiência no tratamento cirúrgico da endometriose em pacientes com e sem acometimento intestinal em serviço de ginecologia e coloproctologia em hospital de referência da região Nordeste do Brasil entre janeiro de 2018 e julho de 2019.

Método: Estudo retrospectivo com revisão de prontuários de 90 pacientes acompanhadas por cirurgia de ressecção de focos de endometriose no serviço de ginecologia e coloproctologia, com elaboração de planilha e com análise de dados através do software GraphPad Prism®.

Resultados: A coorte foi composta por 90 pacientes com média de idade ao início dos sintomas de 28,5±9,35 anos (11–51a) e média de idade ao diagnóstico de 34,3±7,13 anos (20–54a). A sintomatologia ao diagnóstico foi principalmente constituída por dor pélvica e dor em andar inferior do abdome (80%), dispareunia (40%), dismenorreia (39%), infertilidade (22%), disquezia (14%), constipação (13%) e sangramento transvaginal/menorragia (11%). Outras queixas foram tenesmo (10%), dor em cicatriz de cesárea (7%), nódulo umbilical doloroso (6%), diarreia (6%) e disúria (2%). Quando avaliadas sobre intensidade da dor através da Escala Visual Analógica (EVA), tivemos uma média de 8,35±2,08 (0–10). Quanto ao tratamento cirúrgico, ooforectomia foi realizada em 34%, sendo unilateral em 65%, enquanto a salpingectomia em 19%, sendo bilateral em 55% dos casos. Histerectomia em 8%, apendicectomia em 8%. Houve acometimento intestinal em 46 casos (51,1%), sendo realizado shaving em 9 casos (19,56%), ressecção discoide em 27 casos (58,6%), retossigmoidectomia segmentar em 8 (17,39%), shaving+discoide em 1 caso e hemicolectomia direita em 1 caso. O nível de dor pós operatória pela EVA foi em média 1,98±2,62 (0–8). Assim, a melhora da dor foi em média 6,27±3,17 (0‐10) (p‐valor<0,0001). Após a cirurgia, 86% evoluíram sem intercorrências no pós‐operatório imediato. Dentre as intercorrências, sangramento transvaginal ocorreu em 7%, hematoquezia em 2% e dor no ombro direito em 2%. Dois pacientes tiveram secreção purulenta na ferida operatória, sendo submetidos a drenagem da secreção. O principal sintoma que persistiu após os procedimentos foi a dor pélvica ou abdominal em 23%. Constipação e tenesmo em 10%, dispareunia em 5,6%, sangramento transvaginal em 4,4%, disquezia em 3,3%, dismenorreia e infertilidade em 2,2%. Recidiva da doença ocorreu em 7% durante a realização desse estudo. Duas pacientes tiveram gestação espontânea após o tratamento.

Conclusão(ões): A endometriose é caracterizada pela presença de tecido funcional semelhante a endométrio localizado fora da cavidade uterina. A prevalência da doença é de até 20% das mulheres em idade reprodutiva e de 30 a 50% das mulheres inférteis. A cirurgia está relacionada com uma redução de até 80% dos sintomas, segundo a literatura. Nosso estudo demonstra os principais resultados de uma equipe com experiência em cirurgia para o tratamento de endometriose, com diminuição significativa dos sintomas e baixo índice de complicações.

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Journal of Coloproctology

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