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Vol. 38. Issue S1.
Pages 141 (October 2018)
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Vol. 38. Issue S1.
Pages 141 (October 2018)
TL50
DOI: 10.1016/j.jcol.2018.08.302
Open Access
EXPLORANDO AS TAXAS DE ESTOMAS NA DOENÇA DE CROHN NA ERA DOS BIOLÓGICOS: UM ESTUDO POPULACIONAL TEMPORAL
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Paulo Gustavo Kotzea,b, Ramir Luan Perina,b, Christopher Maa,b, Abdulelah Almutairdia,b, Divine Tanyingoha,b, Remo Panaccionea,b, Gilaad G. Kaplana,b
a Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC‐PR), Curitiba, PR, Brasil
b IBD Unit, University of Calgary, Canada
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Introdução: As taxas de cirurgia na doença de Crohn (DC) são conflitantes, com discrepâncias entre estudos populacionais e séries retrospectivas. Com os avanços no tratamento clínico, as taxas de formação de estomas em relação ao tempo necessitam ser reavaliadas, principalmente na era dos biológicos.

Método: Estudo populacional conduzido entre abril de 2002 e março de 2009, utilizando o banco de dados de resumos de alta da região “Calgary Health Zone”, Alberta, Canadá. Identificamos pacientes adultos (≥ 18 anos) internados por DC que realizaram estomas intestinais (n=427). A taxa anual de criação de estomas foi calculada dividindo‐se o número de estomas pela prevalência estimada da DC para cada ano fiscal. Análise temporal foi realizada com a taxa de criação de estomas e mudança de percentual anual (APC), com intervalos de confiança de 95%, com um modelo linear com distribuição Poisson. A análise foi então estratificada entre estomas criados de forma eletiva versus emergencial. Análise estatística: programa Joinpoint Regression Program (Version 4.5.0.1, National Cancer Institute).

Resultados: A taxa de criação de estomas foi de 1.9 por 100 pessoas‐ano (PY) (95% CI: 1.5, 2.5). A taxa de criação de estomas entre 2002 e 2009 teve tendência para redução em média 5.8% por ano (95% CI: −11.4%, 0.2%), de uma taxa de 2.3 estomas por 100‐PY (95% CI: 1.8, 3.0) em 2002 para 1.6 estomas por 100‐PY (95% CI: 1.3, 2.1) em 2009. Classificando‐se pela indicação cirúrgica, a taxa de estomas de emergência diminuiu significativamente entre 2002 e 2009 com uma APC de −14.6% (95% CI: −22.8%, −5.6%). Em contraste, as taxas de estomas eletivos permaneceram estáveis com uma APC de 3.1% (95% CI: −2.8%, 9.4%). Em paralelo, houve ainda redução dos estomas temporários (APC: −3.2% [95% CI: −6.2%, −0.1%]), com as taxas de estomas permanentes com discreto aumento (APC: ‐+2.8% [95% CI: −2.6%, +8.6%]).

Conclusões: Neste estudo populational temporal, demonstramos uma redução significativa nas taxas de estomas de emergência na doença de Crohn,com uma mudança de paradigma associada a um aumento das taxas de estomas eletivos na era dos biológicos. Da mesma forma, houve redução de estomas temporários e discreto aumento dos estomas definitivos no período do estudo.

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Journal of Coloproctology

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