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Vol. 39. Issue S1.
Pages 79-80 (November 2019)
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Vol. 39. Issue S1.
Pages 79-80 (November 2019)
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Farmacodermia associada ao uso de azatioprina em paciente com doença de crohn
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R.M. Siqueira, G.A. Góes, L.R. Brienze, B.A.J. Costa, D.C. Silva, R. Magrini, C.A.R. Martinez
Hospital Universitário São Francisco de Assis (HUSF), Bragança Paulista, SP, Brasil
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Área: Doenças Inflamatórias Intestinais

Categoria: Relatos de caso

Forma de Apresentação: Pôster

Objetivo(s): Relatar sobre caso clínico de uma paciente com farmacodermia após uso de azatioprina.

Descrição do caso: L.V.N. G., 16 anos, feminino, com doença de crohn diagnosticada em 2017 após episódio de abdome agudo inflamatório em 2016 (apendicite aguda), inicialmente tratada com mesalazina 2,4g/dia e azatioprina 100mg/dia. Após cerca de um ano da primeira abordagem cirúrgica evoluiu com dor abdominal em fossa ilíaca direita com dificuldade evacuatória, sendo optado por ileotiflectomia. No pós‐operatório foram solicitadas sorologias e proposto terapia com imunobiológicos. Ao otimizar as drogas a paciente evoluiu com melhora do quadro clínico e remissão dos sintomas. Em 2019, L.V.N.G. procura pronto socorro devido erupções cutâneas, não dolorosas, pruriginosas e avermelhadas distribuídas por todo o corpo e sem outras alterações. Na ocasião foram levantadas as hipóteses de herpes zoster e famacodermia.

Discussão e Conclusão(ões): Muitas são as medicações usadas no manejo da doença de crohn, sendo elas, os corticosteroides, a azatioprina e imunobiológicos. Em pacientes que são corticodependentes torna‐se necessária à inserção de outra medicação, como por exemplo, a azatioprina. A absorção desta droga ocorre no trato gastrointestinal culminando na formação de nucleotídeos. Sabe‐se que para atingir o pico desejado esta droga pode demorar cerca de 3 a 4 meses e, cerca de 5 a 10% dos pacientes, podem evoluir com intolerância a uso da droga, independentemente da dose. A apresentação desta paciente, com manchas eritematosas e pruriginosas, associada à distribuição corporal aleatória, bem como o uso das medicações, leva a firmar com maior facilidade a hipótese de farmacodermia. Tal reação adversa apresenta‐se pela formação de anticorpos Ige específicos ao fármaco. As alterações de pele são mais comuns, porém outras manifestações também podem ser desenvolvidas. A maioria das reações inflamatórias é mediada por linfócitos T CD4+e CD8+, sendo uma reação de hipersensibilidade do tipo IV e, portanto, uma reação retardada que requer semanas a meses para se manifestar. No caso descrito, a conduta tomada, foi à suspensão da azatioprina e manutenção dos demais medicamentos. Vale ressaltar, que o uso de corticoides neste caso, pode acelerar a recuperação e melhorar o quadro clínico mais rapidamente.

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Journal of Coloproctology

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