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Vol. 39. Issue S1.
Pages 98-99 (November 2019)
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Fasciíte necrotizante severa pós apendicite aguda em paciente testemunha de jeová
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B.T. Piaseckia, M.D. Costab, M.H. Ribasb, T.C.R. Pereirab, O.W. Muniza, M.C. Kimuraa, B.L. Scolaroa, C.G. Mirandaa
a Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI), Itajaí, SC, Brasil
b Hospital e Maternidade Marieta Konder Bornhaunsen, Itajaí, SC, Brasil
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Área: Métodos complementares diagnóstico e terapêutica

Categoria: Relatos de caso

Forma de Apresentação: Pôster

Objetivo(s): Relatar um caso de fasciíte necrotizante severa pós apendicite aguda grau 1 em um serviço de referência em Itajaí – SC.

Descrição do caso: S.A., 54anos, masculino, testemunha de Jeová, DM2 não insulino dependente, HAS. Paciente vem encaminhado de Luiz Alves, pós apendicectomia há 5dias, com quadro de dor abdominal difusa de início há 1 dia. Nega febre, náusea, vômitos, alteração do hábito intestinal ou urinário. Ao exame físico: BEG, LACO, hidratado, FC 101, SatO2 99%, PA 110x70. Exame cardiopulmonar sem alterações. ABD: globoso, RHA+, timpânico, defesa voluntária à palpação profunda em epigástrio e hipocôndrio, dor à descompressão brusca. FO seca, sem sinais flogísticos, leve desconforto à palpação. Exames admissionais: Hb 10,9; HT 32,7; leuco 6840 (19%B); Ureia 91; BT 3,4 (BD 2,6); PCR 90; EQU com corpos cetônicos, sem bacteriúria ou leucocitúria. Realizado TC de abdome superior e pelve evidenciando: quadro grave de fasciíte necrotizante de parede abdominal direita e hipogástrio, com acometimento da aponeurose anterior e posterior do músculo reto abdominal direito, oblíquo interno, externo e transverso da região inguinal direita até região inguinal esquerda e tórax na altura da 5ª costela direita. Interna para início de antibioticoterapia (vancomicina, clindamicina e cefepime) e realização de debridamento de tecidos desvitalizados ‐ com incisões intercaladas, inserção de compressas com colagenase, sem abertura da cavidade abdominal. Encaminhado para UTI. Exames laboratoriais do 1° P.O: Hb 7,4, acidose metabólica, leuco 7000 (25%B; 15% meta) evidenciando sepse com consumo de Hb. Discutido necessidade de transfusão com o paciente o qual se recusou. Resultado bacteriológico de cultura da secreção: positiva para Proteus. Seguidos múltiplos novos debridamentos, curativos a vácuo e alteração do esquema antibiótico, houve evolução para bolsa escrotal, piora dos exames laboratoriais e evolução a óbito por choque séptico após 39dias de internação.

Discussão e Conclusão(ões): A fasciíte necrotizante (FN) é uma doença infecciosa rara, de progressão rápida e potencialmente fatal (mortalidade de 24‐34%) devido à possibilidade de evoluir para choque séptico. Comorbidades como DM, imunossupressão e doença renal crônica pioram o prognóstico. A NF é classificada em quatro classes, sendo a maioria dos casos do tipo I, polimicrobiana. Em sua forma fulminante, o paciente encontra‐se com graves sinais e sintomas de choque séptico, além de disfunção de múltiplos órgãos. Na dúvida diagnóstica, o score de LRINEC (Laboratory Risk Indicator for Necrotizin fasciitis Score) diferencia infecções necrotizantes das não necrotizantes através de parâmetros laboratoriais simples. O manejo da infecção é iniciado com antibióticos de amplo espectro, no entanto drenagem precoce e debridamentos constituem a base do tratamento. Sistemas de curativo a vácuo provaram ser útil no tratamento ao promoverem limpeza da ferida e formação de tecidos de granulação.

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Journal of Coloproctology

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