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Vol. 39. Issue S1.
Pages 78-79 (November 2019)
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Vol. 39. Issue S1.
Pages 78-79 (November 2019)
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Fator de prognóstico e apresentação atípica de tumor neuroendócrino de íleo terminal
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M.W.S. Justino, C.C. Stanzani, L.G.C. Romagnolo, M.C. Neto, F.D. Diniz, M.V.A. Denadai, C.A.R Veo
Hospital de Câncer de Barretos, Barretos, SP, Brasil
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Área: Doenças malignas e pré‐malignas dos cólons, reto e ânus

Categoria: Relatos de caso

Forma de Apresentação: Pôster

Objetivo(s): Relatar casos de tumor carcinoide ileal, a fim de informar sobre sua abordagem diagnóstica e enfatizar a importância da inclusão em diagnósticos diferenciais e seus fatores prognósticos.

Descrição do caso: Caso 1: 67 anos, masculino, apresentando cólicas abdominais, intermitente, localizado principalmente em abdome inferior há 1 ano, evoluindo com alteração de hábito intestinal e evacuação diarréica. Negava perda ponderal. Submetido a laparatomia exploratória em urgência por abdome agudo obstrutivo, identificado lesão tumoral em íleo terminal, cólon direito e metástase hepática. Diante dos achados, realizado colectomia direita ampliada, omentectomia, colecistectomia e ressecção de metástase hepática de segmemto VII. Resultado de anatomopatológico e imuno‐histoquímica confirmou tumor neuroendócrino grau 1, infiltrando até tecido adiposo subseroso, medindo 7cm, com Ki67 positivo (1%), Sinaptofisina e Cromogranina A positivos, margens cirúrgicas livres e ausência de metástase em linfonodos isolados. Evoluindo em pós operatório estável e em acompanhamento ambulatorial há 3 anos com exames de Cromogranina A normais e cintilografia com análogo de somatostatina sem evidências de lesões ou sinais de recidiva tumoral. Caso 2: 37 anos, feminino, apresentando há 1 ano, dores abdominais em cólica, evoluindo com episódios recorrentes de hematoquezia. Negava doenças orificiais, perda ponderal ou demais sintomas associados. Investigação diagnóstica com colonoscopia, identificado lesão vegetante, friável e sangrante ao toque do aparelho, abrangendo 1/3da luz intestinal em íleo terminal. Relizado biópsia, confirmando tumor neuroendócrino grau 1, com Ki67 positivo (1%). Submetida a Hemicolectomia direita Videolaparoscópica e resultado de anatomopatológico e imuno‐histoquímica confirmando tumor neuroendócrino grau 1, infiltrando até serosa, medindo 2,3 x 2,0 x 1,0cm, com Ki67 Negativo, sinaptofisina e cromogranina A positivos, margens cirúrgicas livres e presença de metástase em 5 linfonodos. Identificado após 4 anos de seguimento ambulatorial, com exames de Cromogranina A, CEA, Cintilografia com análogo de somatostatina e Tomografias de tórax e abdome total sem evidencias de lesões, surgimento de nódulos hepáticos em segmentos I, IV, V e VII, em investigação através de Ressonancia Magnética favorecendo no atual contexto a possibilidade de metástases, programado a realização de biópsia hepática por radiologia intervencionista.

Discussão e Conclusão(ões): Os tumores neuroendócrinos possuem comportamento indolente, tal fato acarreta em diagnóstico tardio e, na maioria das vezes, a doença encontra-se avançada. O sintoma mais habitual será o flushing que se manifesta com eritema em face, pescoço e tórax de forma paroxística, além de episódios de diarreia podem estar entre as queixas. Os relatos descritos confirmam a importância do diagnóstico através do quadro clínico e exames complementares, pois o tratamento precoce muda o prognóstico e promovem o tratamento curativo da doença.

Idiomas
Journal of Coloproctology

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