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Vol. 39. Issue S1.
Pages 84 (November 2019)
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Vol. 39. Issue S1.
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Fechamento de fístula enterocutânea com enxerto de peritónio em anastomose intestinal – relato caso
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A.M. de Mattos Junior, A.O. Caliman, D.N. Salomão Paulo, D.M. de Aguiar, F.P. Timm do Carmo, F.H.R. Abreu dos Santos
Hospital Santa Casa de Misericórdia de Vitória, Vitória, ES, Brasil
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Área: Cirurgia Minimamente Invasiva, Novas técnicas cirúrgicas/Avanços Tecnológicos em Cirurgia Colorretal e Pélvicas e Anorretais

Categoria: Relatos de caso

Forma de Apresentação: Pôster

Objetivo(s): Este caso tem por objetivo relatar o uso de enxerto peritonial no reforço de anastomose entérica difícil.

Descrição do caso: Paciente A.M., 39 anos, masculino, portador de hipertensão arterial sistêmica e de diabetes mellitus tipo II, submetido a apendicectomia e colectomia direita em 1996 devido apendicite supurada, com confecção de colostomia. Durante internação, necessitou de múltiplas reabordagens, ficando durante um período em peritoniostomia. No mesmo ano, foi abordado eletivamente para reconstrução do trânsito intestinal e fechamento da ostomia. Após fechamento de estoma, evoluiu com hérnia incisional em topografia da incisão xifopúbica, e relata que após trauma em topografia de hérnia, passou a notar aumento da tumoração, e em maio de 2017 iniciou saída espontânea de secreção entérica pela ferida, caracterizando fístula enterocutânea. A abordagem cirúrgica para correção da fístula se deu através de ressecção em cunha do segmento de trajeto fistuloso e enterectomia de 25cm de delgado a nível de íleo (cerca de 220cm do ângulo de Treitz), que se encontrava enovelado com alças intestinais frágeis e friáveis, em bloco único. Realizada anastomose intestinal latero‐lateral manual com fio prolene 4‐0. Procedeu‐se ressecção de segmento retangular de aproximadamente 15cm de peritônio parietal para enxertia autóloga. O mesmo foi fixado com sua face cruenta em íntimo contato com a anastomose, com sutura contínua de fio prolene 4‐0 na seromuscular da parede intestinal, com cobertura circunjacente de toda a anastomose. No pós‐operatório, o paciente seguiu para enfermaria, orientado a utilizar cinta abdominal, já com dieta oral líquida restrita, com possibilidade de alta médica no quinto dia. O paciente retornou para revisão em 19°, 27° e 34° pós‐operatório, apresentando evolução fisiológica. Última avaliação realizada 6 meses após abordagem, paciente se mantinha assintomático, sem sinais de recidiva de lesão fistular.

Discussão e Conclusão(ões): A busca de novas técnicas utilizadas nas anastomoses entéricas são justificadas pelas taxas consideráveis de ocorrência de deiscência e fístulas, representando complicações potencialmente graves para o cirurgião, com repercussões no quadro clínico do paciente, aumento do tempo de internação e mortalidade. Diversos estudos experimentais demonstraram resultados positivos com uso de enxerto peritonial autólogo na proteção de anastomoses digestivas, reduzindo as taxas de deiscência e fístulas. Enxertos peritoniais autólogos podem influenciar positivamente no processo de cicatrização das anastomoses e servir como barreira mecânica local, reduzindo as taxas complicações inerentes ao procedimento cirúrgico de base e diminuindo substancialmente o aparecimento de fístula enterocutânea. A técnica apresentada mostrou‐se adequada a este caso, podendo ser empregada e estendida a outros pacientes com diferentes abordagens, em anastomoses intestinais tecnicamente difíceis ou com chances consideráveis de insucesso e/ou complicações.

Idiomas
Journal of Coloproctology

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