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Vol. 37. Issue S1.
Pages 133 (October 2017)
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Vol. 37. Issue S1.
Pages 133 (October 2017)
P‐139
DOI: 10.1016/j.jcol.2017.09.140
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FÍSTULA ANORRETAL CRIPTOGÊNCIA COM DRENAGEM ABDOMINAL: RELATO DE CASO
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Ricardo Everton Dias Mont’Alverne, Lusmar Veras Rodrigues, Luís Bernardo Mendes Varela Moreira, Nathália Franco Cavalcanti, Felipe Ramos Nogueira, Benjamin Ramos Neto, Lucas Monte da Costa Moreno
Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC), Universidade Federal do Ceará (UFC), Fortaleza, CE, Brasil
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Introdução: As fístulas anorretais constituem a comunicação anormal do canal anal ou reto com outra superfície revestida por epitélio, com trajeto identificável. Podem ser resultado de infecções de criptas, secundária a trauma, inflamação pélvica, doenças anorretais, ou não ter etiologia definida.

Descrição do caso: Paciente, 56 anos, apresentou quadro sugestivo de abdômen agudo em 2012, com febre e sinais de irritação peritonial, foi submetido a laparotomia exploradora com achados de moderada quantidade de secreção purulenta em cavidade abdominal, porém sem lesão de órgãos intracavitários. Evoluiu com infecção de ferida operatória superficial, dor e hiperemia em região perineal. Fez tomografia computadorizada de abdômen com coleção em fossa ísquiorretal direita e coleção laminar em fossa obturatória. Fez drenagem de abcesso perineal e recebeu alta após melhoria clínica. Após três meses, passou a apresentar drenagem persistente de secreção purulenta pela linha média em hipogástrio, além de hérnia incisional. Fez fistulograma que evidenciou fístula complexa de canal anal médio para linha média abdominal. Fez laparotomia exploradora com fistulectomia, evoluiu com nova fístula perineal. Fez nova fistulotomia videoassistida (VAAFT). Recebeu alta hospitalar e evolução satisfatória sem necessidade de nova reabordagem.

Discussão: As fístulas podem se apresentar de vários modos distintos. Sua cura, via de regra, só pode ser obtida através de tratamento cirúrgico. A técnica de fistulotomia videoassistida (VAAFT) surgiu pela busca de obter um tratamento minimamente invasivo, que consiste na introdução de fistuloscópio pelo orifício externo, com uma alta acurácica na identificação do trajeto fistuloso, e pelo orifício interno em casos duvidosos, além de oferecer pequeno trauma anorretal. A técnica não altera a continência fecal e apresenta uma taxa de recidiva de até 30%.

Conclusão: As fístulas anorretais podem ter diversas apresentações, seu tratamento deve ser individualizado. O VAAFT se mostra uma técnica segura, eficaz e reprodutível.

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Journal of Coloproctology

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