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Vol. 38. Issue S1.
Pages 81 (October 2018)
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Vol. 38. Issue S1.
Pages 81 (October 2018)
P29
DOI: 10.1016/j.jcol.2018.08.173
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FÍSTULA ENTEROCUTÂNEA EXPONTÂNEA COM DESVIO TOTAL DO TRANSITO SECUNDÁRIO A DOENÇA DE CROHN E ESTENOSE ANO‐RETAL – RELATO DE CASO
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Bruna Dell’acqua Cassão, Ricardo Tadayoshi Akiba, Sarhan Sydney Saad, Orlando Ambrogine, Stella Maria Botequio Mella, Gaspar de Jesus Lopes Filho
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, SP, Brasil
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Introdução: O padrão fistulizante da doença de Crohn ocorre em 13 a 48% dos portadores da doença, com a formação de fístulas entre alças, com a bexiga e com a pele diretamente para o meio externo. A fístula enterro‐cutânea espontânea é uma apresentação mais rara, ocorrendo em cerca de 0,3%, que geralmente necessita de tratamento cirúrgico. O objetivo deste estudo é relatar o caso de uma paciente com fístula entero‐cutânea de alto débito associada a lesão extensa em parede abdominal com boa evolução após tratamento cirúrgico.

Descrição do caso: Mulher de 39 anos portadora de Doença de Crohn padrão fistulizante e perineal há 24 anos, evoluindo para estenose severa do canal anal, desenvolvendo fístula colo‐cutânea espontânea na cicatriz cirúrgica de fechamento de colostomia previa. Esta fístula de grandes proporções, derivava todo trânsito intestinal que chegava ao sigmoide visto que o reto encontrava‐se totalmente estenosado. Paciente refrataria ao tratamento clínico, desnutrida com anemia grave, foi submetida a colectomia subtotal e ileostomia terminal sem fechamento do orifício de parede abdominal. Paciente com antecedente de trombose de veia porta e hepatopatia de alto fluxo apresentou importante drenagem de ascite pelos múltiplos orifícios e da fístula enterocutânea, após o controle da hipertensão portal e da desnutrição da paciente observamos boa cicatrização da lesão cutânea.

Discussão: A fístula enterocutânea apresenta elevada taxa de morbi‐mortalidade. Raramente responde ao tratamento clínico exclusivo, necessitando de procedimentos cirúrgicos muita vezes radicais. Quando não controladas podem evoluir para extensas lesões cutâneas, desnutrição e anemia grave.

Conclusão: Pacientes com doença de Crohn com acometimento intestinal e perineal, que evoluam com estenose ano‐retal aumentando o regime pressórico no interior de alças com inflamação ativa estão sujeitos a formação de fístulas entero‐entérica, enterro‐vesicais e enterro‐cutâneas refratárias ao tratamento clínico. Para estes pacientes, o tratamento cirúrgico deve ser indicado prontamente visando corrigir a fístula e permitir a continuidade do trânsito intestinal seja por derivação ou tratamento do segmento estenosado. A opção de acompanhar o fechamento por segunda intenção de fístulas enterro‐cutâneas com extenso acometimento da parede abdominal, mostrou‐se nesse caso uma opção segura e eficaz.

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Journal of Coloproctology

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