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Vol. 37. Issue S1.
Pages 165 (October 2017)
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Vol. 37. Issue S1.
Pages 165 (October 2017)
P‐216
DOI: 10.1016/j.jcol.2017.09.217
Open Access
FÍSTULA NEFROCOLÔNICA PÓS‐RADIABLAÇÃO DE TUMOR RENAL: RELATO DE CASO
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Mariane Christina Savio, André Torres, Omar Loyola, Luiz Bettini, Valéria Santos, Leonardo Andriguetto, Renato Valmassoni Pinho
Hospital Nossa Senhora das Graças, Curitiba, PR, Brasil
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Introdução: Procedimentos minimamente invasivos para o tratamento de massas renais têm sido cada vez mais indicados, principalmente a pacientes com alto risco cirúrgico ou aqueles que se beneficiam da preservação do parênquima renal (como é o caso dos pacientes com rim único).

Relato de caso: Paciente masculino, 72 anos, assintomático, com histórico de neoplasia renal a direita havia 15 anos, tratada com nefrectomia, teve diagnóstico por ressonância magnética de massa renal localizada entre o terço médio e inferior do rim esquerdo, media 18,5 x 15mm, sugestiva de tumor de células renais. Foi indicada então a radioablação do nódulo renal. O procedimento ocorreu sem intercorrências e o paciente recebeu alta hospitalar no primeiro dia de pós‐operatório. evoluiu no 10° dia de pós‐operatório com dor lombar e pneumatúria persistentes. Foi readmitido para internamento hospitalar no 50° dia de PO da radioablação com quadro de pneumatúria e fecalúria, associado a picos febris. Tomografia de abdômen evidenciou fístula entre o cólon esquerdo e o cálice renal médio esquerdo (em local de retração do parênquima, referente a procedimento prévio). Feita então colonoscopia e clipagem de orifício fistuloso, porém sem sucesso. Optou‐se então por colectomia parcial videolaparoscópica, associada a implante de cateter duplo J. Paciente apresentou boa evolução pós‐operatória, melhoria dos sintomas e recebeu alta no quinto dia de pós‐operatório.

Discussão: A radioablação foi introduzida recentemente como ferramenta para destruição de tumores localizados, principalmente renais e hepáticos. Esse procedimento tem poucas complicações descritas, é pouco invasivo e tem recuperação rápida. Porém, mesmo guiado por tomografia e em mãos experientes, pode gerar complicações indesejadas. Apesar de raras, as fístulas nefrocolônicas são as mais comuns entre comunicações anômalas entre o trato gastrointestinal e a via excretora. Também já foram descritas fístula renoduodenais pós‐radioablação de neoplasia renal. Após o procedimento deve‐se ter alto nível de suspeição para que o diagnóstico de tais complicações não seja retardado.

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Journal of Coloproctology

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