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Vol. 37. Issue S1.
Pages 126-127 (October 2017)
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Vol. 37. Issue S1.
Pages 126-127 (October 2017)
P‐123
DOI: 10.1016/j.jcol.2017.09.124
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FÍSTULAS PERIANAIS: AVALIAÇÃO DE UM ANO DE EXPERIÊNCIA EM UM SERVIÇO DE COLOPROCTOLOGIA
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Pablo Rezende de Oliveira, Gustavo Ambrosi Evangelista, Eliane Sander Mansur, Alexandre Miranda Silveira, Marco Antônio Miranda dos Santos, Fábio Lopes de Queiroz, Sinara Mônica de Oliveira Leite
Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais (Ipsemg), Belo Horizonte, MG, Brasil
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Objetivo: Avaliar as técnicas de tratamento usadas em casos de fístulas perianais em um serviço de residência de coloproctologia.

Método: Estudo retrospectivo que avaliou todos os casos de fístula perianal operados em um serviço de proctologia em 2016. Os casos foram avaliados até julho de 2017.

Resultados: Foram 46 pacientes submetidos a cirurgias, 10 mulheres e 36 homens. A idade média foi de 60 anos. Foram excluídos três pacientes que não seguiram acompanhamento, total de 47 procedimentos (quatro pacientes foram submetidos a cirurgias múltiplas). Foram 30 cirurgias para fístulas simples (69,8%), 19 casos (63,3%) submetidos à fistulotomia e 11 (36,7%) à fistulectomia. O índice geral de recorrência foi de 6,7% (dois casos), 5,2% nas fistulotomias e 9% na fistulectomia. Ocorreram duas complicações, um caso de sangramento após fistulotomia (controlado com ligadura local do vaso) e um caso de incontinência após fistulectomia. Foram 17 cirurgias para fístulas complexas, abordadas com retalho (seis casos, 35,3%), ligadura do trato interesfinteriano da fístula (do inglês Lift; seis casos, 35,3%), cola de fibrina (um caso, 5,9%) e setons (quatro casos, 23,5%). Ocorreram cinco recidivas, uma no grupo do seton (25% dos casos), três no retalho (50%) e uma no Lift (16,7%). Não ocorreram complicações.

Conclusão: As fístulas perianais são problemas comuns na população e de tratamento complicado. O índice de recorrência foi, na maioria das vezes, inferior ao encontrado na literatura nos casos de fistulotomia e fistulectomia (9,5% e 12,5%). A recorrência no grupo do retalho de avanço ficou acima da literatura (5‐35%), uma possível justificativa seria o fato de a maioria dos pacientes nesse grupo sofrer de fístulas recidivadas, o que aumenta a taxa de insucesso para até 50%. Foram também encontrados índices semelhantes aos da literatura quando usada a técnica do Lift, com taxa de sucesso de 82,3% (literatura 40‐95%).

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Journal of Coloproctology

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