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Vol. 39. Issue S1.
Pages 134 (November 2019)
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Grande cálculo vésico‐ureteral secundário à sonda de nélaton após cirurgia proctológica: relato de caso
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I.T. Souza, B.H.N. Ramos, L.L.P.A. Ribeiro, S.S. Magalhães, P.I.A. Rangel, E.L.O. Junior, I.D.P. Gomes, Y.C.R. Magalhães
Universidade de Fortaleza (UNIFOR), Fortaleza, CE, Brasil
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Área: Miscelâneas

Categoria: Relatos de caso

Forma de Apresentação: Pôster

Objetivo(s): Descrever caso de cálculo vésico‐ureteral causado pela sonda de Nelaton após uma cirurgia proctológica.

Descrição do caso: Paciente masculino, 67 anos, procedente de Fortaleza, buscou o ambulatório de urologia da Santa Casa de Misericórdia alegando dor pélvica, em hipogástrio e em fossa ilíaca esquerda, além de disúria, hematúria intermitente e infecção urinária. O exame físico mostrou o paciente não cooperativo, hipocorado (+/4+), com cicatriz infraumbilical e no flanco esquerdo. Palpação abdominal dolorosa em hipogástrio e flanco esquerdo, com sinal de Giordano positivo a esquerda. Foi realizado um US que mostrou grande cálculo vesical e uretral distal com hidronefrose moderada ipsilateral. Em seguida foi solicitado uma tomografia pélvica e raio x de abdome evidenciando um grande cálculo vesical em contiguidade com cálculo uretral esquerdo que se prolonga até a bifurcação da artéria ilíaca comum esquerda. O paciente submeteu‐se a intervenção cirúrgica convencional com abordagem simultânea da bexiga e ureter esquerdo. Após a retirada do cálculo foi observado que havia uma sonda de nelaton sobre a qual o cálculo se desenvolveu. O paciente evolui com infecção de ferida cirúrgica que tratada sem dificuldade. A micção do paciente ocorreu de forma adequada e houve melhora da hidronefrose.

Discussão: O uso de cateteres e de sondas no ureter é uma prática recomendada quando é necessário drenar o trato urinário alto, moldar o processo de cicatrização ureteral pós‐trauma ou pré‐operatório para facilitar a localização do ureter em cirurgias retroperitoneais. No entanto, certas precauções devem ser respeitadas para o uso adequado desses materiais. São descritas várias complicações secundárias ao uso do cateter vesical como infecção do trato urinário (ITU), sepse, pielonefrite, cálculos do trato urinário, câncer de bexiga, incrustações no cateter, abscessos e fístulas uretrais. Uma complicação descrita, menos frequentemente, é a formação de cálculos na bexiga. Os cálculos se formam devido à presença de um corpo estranho, que no caso é a sonda vesical. O tipo de sonda usada também pode influenciar a formação de pedra; no entanto, ainda não há dados que suportem o uso de algum material específico em detrimento de outro.

Conclusão: Foram feitas melhorias significativas nos cateteres para reduzir as complicações graves, como migração, fragmentação, incrustação e calcificação, especialmente quando os stents são deixados, colocando um dilema de gestão e jurídica.

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Journal of Coloproctology

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