Journal Information
Vol. 39. Issue S1.
Pages 198-199 (November 2019)
Share
Share
Download PDF
More article options
Vol. 39. Issue S1.
Pages 198-199 (November 2019)
649
Open Access
Há correlação prognostica na porcentagem de diferenciação do cea pré e pós neoadjuvancia no câncer de reto?
Visits
...
T.Y.F. Koga, M.B.S. da Silva, L.M. da Silva, M.D. Henrique, T.C. Germano, L. Robles, V. Nobrega, F. Landgraf
Hospital Santa Marcelina, São Paulo, SP, Brasil
Article information
Full Text

Área: Doenças malignas e pré‐malignas dos cólons, reto e ânus

Categoria: Pesquisa básica

Forma de Apresentação: Tema Livre (apresentação oral)

Introdução: O objetivo da radioquimioterapia neoadjuvante no tumor de reto é minimizar o risco de recorrência local, diminuir a extensão tumoral como tentativa de facilitar a ressecção com margens livres, e aumentar a preservação esfincteriana. A neoadjuvância tem demonstrado melhora na sobrevida, porém, este resultado varia significamente entre os pacientes. As razões pelas quais há estas variações são pouco compreendidas, havendo diversos estudos para investigação de possíveis preditores de boa resposta.

Objetivo: Avaliar e correlacionar a porcentagem de alteração do CEA pré e pós neoadjuvância com a taxa de recidiva e sobrevida em 5anos.

Método: Analisados os prontuários eletrônicos dos pacientes com diagnóstico de adenocarcinoma de reto, submetidos a neoadjuvância e posterior cirurgia, que realizaram seguimento oncológico no Hospital Santa Marcelina de Itaquera de São Paulo. Foram incluídos pacientes operados de 2012 a 2016, que realizaram seguimento ambulatorial. Excluímos do estudo os casos que evoluíram com óbito na mesma internação da cirurgia, diagnosticados com metástase após término da neoadjuvância. As funções de sobrevida com estimativas média foram realizadas por meio do método de Kaplan‐Meier para os estados de óbito e período livre de doença. Todos os testes realizados levaram em consideração um α bidirecional de 0.05 e intervalo de confiança (IC) de 95% e foram realizados com apoio computacional dos softwares IBM SPSS 25 (Statistical Package for the Social Sciences) e Excel 2016® (Microsoft Office).

Resultados: Foram incluídos 63 pacientes com idade média de 59anos e KPS>90%. 58,7% dos casos eram do sexo feminino e 60,3% brancos. Tumor de reto baixo foi a localização mais frequente (61,9%), com altura média de 4,6cm. Com relação ao grau de diferenciação tumoral, 77,8% eram moderadamente diferenciados. A média do valor do CEA pré‐neoadjuvância foi 30,6 ng/mL e pós foi 6,9 ng/mL. Trinta e quatro por cento dos pacientes eram Estádio II e foram oito casos (12,9%) de resposta completa. Vinte e quatro (38,1%) evoluíram com recidiva. Ao correlacionar a porcentagem de diferenciação do CEA pré e pós neoadjuvância, foi identificado que a diminuição no marcador maior que 45%, dosados antes e após o tratamento, foi significamente estatístico (p<0,032) como fator prognóstico positivo de sobrevida e tempo livre de doença em 5anos.

Conclusão(ões): Os achados do estudo sugerem que o valor percentual de diferenciação do CEA pré e pós neoadjuvância pode ter valor prognóstico nos pacientes com neoplasia de reto.

Idiomas
Journal of Coloproctology

Subscribe to our newsletter

Article options
Tools