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Vol. 39. Issue S1.
Pages 117-118 (November 2019)
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Vol. 39. Issue S1.
Pages 117-118 (November 2019)
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Hamartoma cístico retro-retal (tailgut cyst): relato de caso
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I. Knob, L.B. Paglia, D.N. Prochnow, M.G. Almeida
Hospital do Servidor Público Municipal de São Paulo (HSPM), São Paulo, SP, Brasil
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Área: Miscelâneas

Categoria: Relatos de caso

Forma de Apresentação: Pôster

Objetivo(s): Relatar o caso de uma paciente com o diagnóstico de Hamartoma Cístico Retro-Retal (Tailgut Cyst), uma condição rara com risco de malignização e infecção, estudando os sintomas, evolução, diagnóstico e conduta no caso em comparação com os dados da literatura.

Descrição do caso: Paciente I.O.S., sexo feminino, 58 anos, referia dor em hipogástrio, em cólica, com irradiação para região sacral há 2 anos, piorando aos esforços e ao realizar atividades físicas. Procurou seu ginecologista, que indicou ultrassonografia transvaginal, evidenciando cisto unilocular de conteúdo sugestivo de líquido espesso e componente sólido, em topografia de anexo esquerdo. Sugerida realização de RM, que mostrou formação cística com componente de gordura junto à parede anterior, localizada na região pré-sacral, posterior ao reto, de 7,3 x 6,9 x 5,8cm, com volume de 151,9cm3, compatível com hamartoma cístico retro-retal (Tailgut Cyst). Realizada ressecção cirúrgica pela incisão posterior de Kraske em J com ressecção do cóccix. A paciente evoluiu bem após a cirurgia, tendo alta no 2° dia pós operatório, sem intercorrências.

Discussão e Conclusão(ões): Os principais sintomas descritos na literatura são dor/desconforto ao evacuar, sensação de evacuação incompleta, dor em nádegas e abaulamento progressivo, além de abscesso perianal de repetição. A RM pélvica é considerada o exame padrão ouro, com sensibilidade próxima de 100%. Recomenda-se ressecção cirúrgica da lesão independentemente do tamanho, presença ou não de sintomas, devido ao risco de infecção local, formação de abscessos e potencial de malignização (7% de malignidade na literatura). A abordagem cirúrgica pode ser anterior, via laparotômica, ou posterior. A via posterior é a mais recomendada, com a posição prona em Jack-Knife, principalmente para tumores abaixo de S2, e tem como incisão mais usada a de Kraske. Tumores retro-retais são raros e têm uma incidência estimada de 1,4 a 6,3 casos por ano. Até 50% dos pacientes são assintomáticos, sendo o tumor um achado incidental ao exame físico ou exame de imagem. A RM é o exame com maior sensibilidade para o diagnóstico. O objetivo deste estudo foi relatar um caso de hamartoma retro-retal, devido à sua raridade e potencial de malignização e infecção. A abordagem cirúrgica é a recomendada e a grande maioria dos pacientes, como este caso, apresentam boa evolução.

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Journal of Coloproctology

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