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Vol. 39. Issue S1.
Pages 27 (November 2019)
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Vol. 39. Issue S1.
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Hemangioma capilar de colón ‐ relato de caso
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R.F. Leal, L.M.V. Negreiros, N. Mukai, M.L.S. Ayrizono, C.A.R. Martinez, J.J. Fagundes, C.S.R. Coy
Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Campinas, SP, Brasil
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Área Miscelâneas

Categoria Relatos de caso

Forma de Apresentação Pôster

Objetivo(s) Relatar a abordagem diagnóstica e terapêutica de caso com diagnóstico de hemangioma capilar do cólon.

Descrição do caso Feminino, 58 anos, com queixa de sangramento nas fezes há dois anos. Negava emagrecimento ou dor abdominal. Hábito intestinal uma vez ao dia. Antecedentes pessoais sem importância. Antecedentes familiares: mãe com câncer colorretal aos 62 anos. Ao exame físico bom estado geral, abdômen plano, flácido, indolor. Toque retal sem alterações. Exames laboratoriais normais. Colonoscopia de outro serviço com lesão de aspecto subepitelial em cólon sigmoide, realizada biópsias: mucosa cólica normal. Em cólon sigmoide e reto: pólipos com diagnóstico de adenoma tubular. Encaminhada ao serviço de coloproctologia e submetida a nova colonoscopia: lesão subepitelial medindo 3cm de diâmetro, de superfície lisa, coloração vermelha em porção apical e esbranquiçada em sua base em cólon esquerdo, a 40cm da linha pectínea. Realizada marcação proximal e distal à lesão com injeção submucosa com nanquim. Realizado exame de imagem – TC de abdômen total, sem alterações. Indicou‐se tratamento cirúrgico pela presença de lesão subepitelial associada a sangramento as evacuações com a hipótese de tumor estromal gastrointestinal, sendo submetida a sigmoidectomia com anastomose colorretal proximal. Aspecto macroscópico com lesão exofítica junto à área demarcada, em cólon sigmoide. Microscopia evidenciou presença de hemangioma capilar em sigmoide. Ausência de sinais de malignidade, margens cirúrgicas livres e um linfonodo pericólico sem particularidades. A paciente apresentou boa evolução com alta no quarto dia de pós‐operatório.

Discussão e Conclusão(ões) Os Hemangiomas cavernosos e capilares são as variantes mais comuns dos hemangiomas gastrointestinais. De origem congênita, podem ser polipoides e intraluminais. Essas malformações arteriovenosas do trato gastrointestinal são lesões hamartomatosas distribuídas em todas as camadas do intestino. A aparência endoscópica pode ter vários aspectos e nem sempre com aparência típica de hemangioma e é dependente do estágio de desenvolvimento da lesão. Histologicamente, a mucosa é poupada e contém artérias e veias dilatas no restante da parede do intestino. Biópsias inadvertidas podem levar a sangramentos profusos. Com a suspeita de lesão vascular deve ser realizado método de imagem (RNM ou TC). O tratamento endoscópico fica limitado às lesões polipoides pequenas diante do risco de sangramento. Destacam‐se também, as estratégias empregadas para delimitar a lesão e contribuir para a macro e microscopia após a cirurgia, como a marcação com nanquim, uma vez que as lesões vasculares podem mudar sua arquitetura macroscópica quando retiradas do sítio inicial. A sintomatologia depende do tipo, número e tamanho da lesão. Os hemangiomas capilares podem se apresentar com anemia, melena ou até mesmo como achados de exames de rotina e em resultados de autópsias. A investigação de outros sítios com lesões vasculares e a história familiar devem ser considerados em todos os casos.

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Journal of Coloproctology

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