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Vol. 39. Issue S1.
Pages 123-124 (November 2019)
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Vol. 39. Issue S1.
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Hérnia de amyant: um relato de caso
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C.L. Alvesa, I.C. Barrosa, J.V. Zbeidib, A. Limolia, J.M.S. Botelhoa
a Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP), Universidade de São Paulo (USP), Ribeirão Preto, SP, Brasil
b Hospital Estadual Américo Brasiliense, Américo Brasiliense, SP, Brasil
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Área: Miscelâneas

Categoria: Relatos de caso

Forma de Apresentação: Pôster

Objetivo(s): Relatar apresentação rara de hérnia inguinal que tem em seu conteúdo apêndice cecal. Definida na literatura como hérnia de Amyand.

Descrição do caso: A.V., masculino, 85 anos, aposentado. Iniciou quadro de abaulamento em região inguinal direita, com discreto desconforto há 05 anos. Referia que abaulamento reduzia espontaneamente. Não relatou história de encarceramento, estrangulamento ou alteração do hábito intestinal. Apresentava cirurgia prévia de hérnia inguinal esquerda operada há 20 anos, sem recidiva; como antecedente referiu cardiopatia e angioplastia prévia com colocação de um stent cardíaco. Ao exame físico notava-se abaulamento volumoso inguinoescrotal à direita, redutível e sem sinais de isquemia, quadro compatível com hérnia inguinoescrotal NYHUS II. Paciente foi submetido a hernioplastia inguinoescrotal sob raquianestesia. Realizada inguinotomia, identificada hérnia inguinal indireta, realizado isolamento do saco herniário e durante sua dissecção foi identificado apêndice cecal em seu interior, sem sinais flogísticos. Realizada apendicectomia com ligadura do mesoapêndice e confecção de sutura da base em bolsa de tabaco. Posteriormente foi realizada correção do defeito inguinal com colocação de tela de polipropileno sob técnica de Lichtenstein. Paciente recebeu alta após o 30° dia pós-operatório, com quadro resolvido e sem queixas. O resultado do estudo anatomopatológico confirmou presença de apêndice cecal em saco herniário, com inflamação crônica inespecífica, sem perfuração ou malignidade.

Discussão e Conclusão(ões): Hérnia abdominal é definida como um defeito por onde podem se insinuar estruturas ou vísceras abdominais, conservadas a integridade da pele e do peritônio. Hérnia de Amyand consiste na protrusão do apêndice vermiforme, inflamado ou não, no saco herniário inguinal, condição rara que apresenta uma prevalência entre 0,4% e 0,6% das hérnias inguinais. Quando associada a inflamação do apêndice e apendicite aguda a prevalência é de apenas 0,1% dos casos. Sua apresentação mais comum ocorre em hérnia inguinal com persistência do conduto peritoniovaginal embora possa ocorrer nos casos exclusivos com defeito da parede abdominal posterior. O diagnóstico de hérnia inguinal é clínico e não são necessários exames complementares. Quando não associada a quadro inflamatório agudo, os sinais clínicos correspondem aos sinais da presença da hérnia, como abaulamento da região inguinal e dor, principalmente aos esforços. Na presença de quadro inflamatório agudo a clínica será semelhante ao quadro de apendicite aguda sem necessidade de exame de imagem para seu diagnóstico. Independente da apresentação a confirmação da presença do apêndice como conteúdo do saco herniário inguinal e consequentemente o diagnóstico de hérnia de Amyand somente pode ser realizado durante a abordagem cirúrgica.

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Journal of Coloproctology

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