Journal Information
Vol. 39. Issue S1.
Pages 23 (November 2019)
Share
Share
Download PDF
More article options
Vol. 39. Issue S1.
Pages 23 (November 2019)
551
Open Access
Hérnia interna através do defeito mesocolico após retossigmoidectomia laparoscópica: a propósito de um caso e revisão da literatura
Visits
...
C.A.R. Martineza, N.S. Mukaia, M.G. Camargoa, J.J. Cervantesb, M.L.S. Ayrizonoa, J.G.R. Bragaa, A.P. Limaa, C.S.R. Coya
a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Campinas, SP, Brasil
b Faculty of Medicine, Central University of Venezuela, Caracas, Venezuela
Article information
Full Text

Área: Miscelâneas

Categoria: Relatos de caso

Forma de Apresentação: Pôster

Objetivo(s): Descrever um caso de obstrução intestinal por hérnia interna pelo defeito mesocólico, após retossigmoidectomia laparoscópica e realizar uma revisão de literatura relacionada ao tema.

Descrição do caso: Paciente do sexo feminino, 59 anos foi submetida a ressecção cirúrgica de adenocarcinoma localizado na junção retossigmoideana. O procedimento cirúrgico foi realizado via laparoscópica, com confecção de anastomose colorretal mecânica extracorpórea. Após a ressecção do cólon, o defeito mesocólico não foi corrigido no final do procedimento. No quinto dia de pós‐operatório, a paciente apresentou clínica de obstrução intestinal, sendo submetida a exame de tomografia computadorizada que identificou a presença de uma hérnia interna pelo defeito do mesocólon. A paciente foi então submetida a laparotomia exploradora, e identificou‐se que aproximadamente 120cm de alças jejunais estavam herniadas através do defeito mesocólico. Procedeu‐se a redução do intestino delgado herniado sem necessidade de ressecção intestinal. A correção do defeito do mesocólon foi feita com sutura contínua. A paciente teve evolução favorável após a abordagem cirurgia, recebendo alta no quinto dia.

Discussão e Conclusão(ões): As hérnias internas pelo defeito mesocólico após a realização de colectomia laparoscópica é uma complicação pós‐operatória rara com a descrição de apenas 39 casos. A maioria dos casos relatados ocorreram em ressecções do cólon esquerdo e em pós‐operatório precoce. Duas grandes séries publicadas mostram uma incidência entre 0,55% e 1,14% de hérnia interna após ressecção do cólon esquerdo. Mas é importante considerar que essa incidência pode ser subestimada. Acredita‐se que o mecanismo etiopatogênico é multifatorial. Algumas explicações poderiam ser as alças livres de muitas aderências após laparotomia, associada a sua migração devido a movimentação na recuperação precoce; o favorecimento da anatomia do ligamento duodeno jejunal (ângulo de Treitz) que é o ponto de fixação e por onde inicia‐se a rotação do intestino delgado e a rotação anatômica do mesentério; e a não liberação da flexura esplênica para a anastomose que implica em uma anastomose com mais tensão por onde as alças se insinuariam com maior facilidade para encarceramento. O diagnóstico da hérnia interna geralmente é feito com a suspeita de obstrução intestinal através da história, exame clínico e de imagem. Embora a melhor forma de se prevenir complicações graves seja o fechamento da brecha, ainda há pouca evidência na literatura mostrando que seu fechamento rotineiro diminui a incidência de HI. Essa revisão mostra que a obstrução intestinal após retossigmoidectomia laparoscópica consequente à formação de hérnia interna é uma complicação pós‐operatória rara, porém tem possibilidade ser consequências graves que justificam o fechamento criterioso do defeito do mesocólon sempre que possível.

Idiomas
Journal of Coloproctology

Subscribe to our newsletter

Article options
Tools