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Vol. 37. Issue S1.
Pages 146 (October 2017)
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Vol. 37. Issue S1.
Pages 146 (October 2017)
P‐169
DOI: 10.1016/j.jcol.2017.09.170
Open Access
HERNIA INTERNA PÓS‐COLONOSCOPIA
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Diogo Bicalho Silva, Rodrigo de Almeida Paiva, Rommel Ribeiro Lourenco Costa, Paola Stefania Costa Moncao Lima, Sillas Mourao Pinto, Breno Xaia Martins da Costa, Paulo Rocha França Neto
Hospital Felício Rocho, Belo Horizonte, MG, Brasil
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Nos últimos anos tem‐se observado crescente número nas colonoscopias feitas para diagnóstico e, principalmente, para prevenção do câncer colorretal. Sintomas gastrointestinais menores são observados em até 33% dos pacientes submetidos ao exame, embora complicações sérias sejam raras. Destacamos complicações cardiovasculares, perfuração colônica, sangramento após polipectomia, síndrome pós‐polipectomia, infecção e explosão colônica. Descrevemos o caso de uma paciente de 89 anos, previamente hipertensa, nunca submetida previamente a cirurgia abdominal que fez colonoscopia devido a quadro de dor abdominal e perda ponderal de 12 quilos em seis meses. A paciente fez preparo colônico com PEG em regime hospitalar, com boa tolerância. Submetida também a EDA no mesmo ato anestésico. Após exames, que evidenciaram apenas diverticulose colônica, foi liberada para o domicílio; 12 horas após a alta hospitalar, retornou ao hospital com dor abdominal intensa, vômitos escurecidos e lipotimia. Admitida com queda da PA, responsiva a infusão de volume, porém o exame clínico abdominal mostrava sinais de irritação peritoneal. Submetida a exames laboratorias e TC de abdômen, que evidenciou grande quantidade de líquido livre, ausência de lesões de vísceras maciças e ausência de pneumoperitôneo. Optou‐se por tratamento cirúrgico que evidenciou hérnia interna, com necrose de cerca de 150cm de íleo. Feitas enterectomia segmentar e anastomose primária. Evoluiu com dor intensa no terceiro dia de pós‐operatório, quando foi novamente submetida a tratamento cirúrgico. Evidenciada aderência no íleo terminal com necrose segmentar antimesentérica e fístula anastomótica, sem peritonite fecal. Feitos ileostomia em dupla boca no local da necrose e direcionamento da fístula com dreno de Kher. Trata‐se de uma complicação extremamente rara e inesperada após colonoscopia, chama atenção para queixas contundentes após o exame. Vários casos de hérnia inguinal encarcerada foram descritos na literatura. Este é o terceiro relato de paciente que evoluiu com hérnia interna após exame colonoscópico e o segundo com necessidade de ressecção entérica.

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Journal of Coloproctology

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