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Vol. 38. Issue S1.
Pages 43 (October 2018)
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Vol. 38. Issue S1.
Pages 43 (October 2018)
P171
DOI: 10.1016/j.jcol.2018.08.092
Open Access
HÉRNIA SACRAL GIGANTE APÓS SACRECTOMIA PARCIAL PARA TRATAMENTO DE CONDROSSARCOMA
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Juliana Mamede Miranda, Pedro Henrique Bauth Silva, Mabel Cristhina Rodrigues da Silveira, Marley Ribeiro Feitosa, Rogério Serafim Parra, Omar Féres, José Joaquim Ribeiro da Rocha
Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo (USP), Ribeirão Preto, SP, Brasil
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Introdução: O condrossarcoma é uma neoplasia maligna, que acomete preferencialmente ossos longos e pelve, mais frequente após a terceira década de vida. O diagnóstico é geralmente tardio, devido ao crescimento lento e insidioso. O tratamento é a ressecção completa, que pode estar associada a complicações locais. O objetivo do presente estudo é relatar um caso de hérnia sacral após exérese de condrossarcoma do sacro.

Descrição do caso: Homem, 46 anos submetido a sacrectomia parcial (S3/S4) devido condrossarcoma do sacro. Evoluiu com recidiva em 4 nódulos intrapélvicos de partes moles e foi submetido a nova abordagem cirúrgica com ampliação de margens após 4 anos. Após a segunda cirurgia evoluiu com abaulamento da região sacral, com aumento do progressivo do volume, associado a dor local e constipação.Exame físico evidenciou herniação sacral de 25cm de diâmetro, redutível, sem sinais flogísticos. Ressonância magnética demonstrou hérnia sacral com alça intestinal se insinuando para o tecido celular subcutâneo através de falha da parede posterior, imediatamente abaixo do coto sacral. Submetido à correção cirúrgica por acesso posterior, com incisão ao nível de L5 até linha interglútea. Realizado exérese parcial do saco herniário e fechamento da falha da parede posterior com a tela semi‐absorvível.

Discussão: Herniação do retossigmoide pode acontecer após sacrectomia, com poucos relatos na literatura. O diagnóstico do condrossarcomapélvico é habitualmente assintomático e seu diagnóstico costuma ser tardio. Quanto maior o tamanho do tumor, maior a ressecção óssea e de partes moles e, portanto, maior o tamanho do defeito cirúrgico. O diagnóstico é confirmado através do exame físico e exames de imagem, que evidenciam insinuação de alças abaixo do coto sacral. O tratamento inclui correção com de tela e, se necessário, colectomia segmentar.

Conclusão: Hérnia sacral após sacrectomia é raro. Pode ser corrigido por acesso posterior e deve ser realizado por equipe experiente.

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Journal of Coloproctology

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