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Vol. 39. Issue S1.
Pages 35-36 (November 2019)
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Vol. 39. Issue S1.
Pages 35-36 (November 2019)
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Hidradenite supurativa como diagnóstico diferencial de doença fistulizante perianal
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L.A.N. Assis, Í.F.C. Amorim, E.A.W. Silva, L.R. Pelegrinelli, A.F.R. Zago
Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), Uberaba, MG, Brasil
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Área Doenças Anorretais Benignas

Categoria Relatos de caso

Forma de Apresentação Pôster

Objetivo(s) Estudar a manifestação da Hidradenite Supurativa como diagnóstico diferencial de fístula Anorretal isolada ou em quadro de Doença Inflamatória Intestinal Fistulizante, além de propor estratégias de acompanhamento ambulatorial e tratamento clínico e cirúrgico específicos.

Descrição do caso Paciente sexo masculino C.B.S., 41 anos, com quadro de múltiplos orifícios fistulosos em região das nádegas, com drenagem de secreção purulenta, de evolução há 2 anos. Sem relato de alteração de padrão evacuatório ou sintomas sistêmicos associados. Submetido a anuscopia e colonoscopia, sem achados de orifícios internos ou de alterações macroscópicas e anátomo‐patológicas sugestivas de Doença Inflamatória Intestinal. Diagnosticado com Hidradenite Supurativa, com indicação de abordagem cirúrgica após tentativa de remissão clínica sem sucesso

Discussão e Conclusão(ões) A Hidradenite Supurativa (HS), ou Acne Inversa, caracteriza‐se por lesões nodulopustulares crônicas, que podem coalescer‐se em abcessos dolorosos e fistulizantes na derme, com drenagem esporádica de exsudato purulento fétido. As lesões distribuem‐se nas áreas intertriginosas, onde há concentração de glândulas apócrinas e complexos pilo‐sebáceos, em especial axilas, região inguinal e anogenital, e relacionam‐se a distúrbios endócrinos e imunológicos, hereditariedade e fatores comportamentais, como higiene precária, uso de irritantes químicos, obesidade e tabagismo. Normalmente as fístulas e abcessos se cronificam, formando placas e cordões fibróticos, cicatrizes hipertróficas e desfiguração anatômica estigmatizante. A HS acomete mais mulheres, na proporção de 3:1, e tem pico de incidência entre 11 e 30 anos. As lesões perineais apresentam as maiores taxas de recorrências e evolução desfavorável, sendo este subtipo mais comum em homens. A primeira estratégia de tratamento é o uso de antibioticoterapia sistêmica e tópica, a que reduz a drenagem de secreção e a dor local, porém com altas taxas de recorrência. Outras modalidades de tratamento clínico em estudo incluem terapias hormonais, fotodinâmicas, uso de imunobiológicos, radioterapia e crioterapia. A abordagem cirúrgica é única abordagem terapêutica curativa, com indicação cada vez mais precoce, variando desde o desbridamento associado a agentes ablativos até a excisão de toda a área afetada com amplas margens. A reconstrução anatômica e cosmética da área inclui fechamento primário, enxertos e retalhos cutâneos e cicatrização por segunda intenção, com cuidados locais e curativos otimizados. A indicação deve ser individualizada considerando a gravidade da doença e as condições clínicas do paciente. Na prática clínica da Coloproctologia, é importante conhecer e identificar a HS como diagnóstico diferencial de fístulas perianais simples ou em síndromes inflamatórias fistulizantes, uma vez que a condução clínica e a indicação de tratamento cirúrgico são diferentes e interferem de sobremaneira no prognóstico do paciente.

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Journal of Coloproctology

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