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Vol. 37. Issue S1.
Pages 93-94 (October 2017)
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Vol. 37. Issue S1.
Pages 93-94 (October 2017)
P‐048
DOI: 10.1016/j.jcol.2017.09.049
Open Access
HIPONATREMIA GRAVE APÓS RETOSSIGMOIDECTOMIA POR NEOPLASIA ESTENOSANTE DE CÓLON SIGMOIDE COM COMPRESSÃO PÉLVICA
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Andressa Marmiroli Garistoa, Vicente Sannuti de Carvalhob, Regina Greilbergera, Guilherme Zupo Teixeirab, Antonio José Tibúrcio Alves Juniora, Sérgio Oliva Bancia, José Alfredo Reis Netoa
a Clínica Reis Neto (CRN), Campinas, SP, Brasil
b Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC‐Campinas), Campinas, SP, Brasil
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Objetivo: Relatar o caso de uma paciente, portadora de adenocarcinoma em transição retossigmoide, estenosante, associado a lesão cística com compressão pélvica, que evolui com hipernatremia grave por diurese pós‐obstrutiva.

Descrição do caso: S.P.L.R., 47 anos, sexo feminino, diagnosticada com neoplasia estenosante de transição retossigmoide, associada a massa cística pélvica de origem indeterminada, com compressão bilateral de ureteres e oligúria. Submetida a passagem de cateter duplo jota bilateralmente no pré‐operatório, com posterior laparotomia exploradora, retossigmoidectomia, pan‐histerectomia e exérese de lesão cística em monobloco, omentectomia e colostomia terminal. Ao anatomopatológico: adenocarcinoma, T4N0M1, Estádio IV. Ainda no intraoperatório iniciou hipernatremia de 152 mEq/L, no primeiro dia de pós‐operatório (PO) evolui com poliúria com sódio urinário baixo, crise convulsiva e rebaixamento do nível de consciência secundário a hipernatremia grave (sódio maior do que 180mEq/L) por uropatia pós‐obstrutiva. Em Unidade de Terapia Intensiva, feita correção gradual de sódio com restrição hídrica e desmopressina. Eletroencefalograma evidenciou ausência de atividade cerebral. No oitavo odia de pós‐operatório evolui a óbito por distúrbio hidroeletrolítico grave e mielinólise pontina.

Discussão: A uropatia obstrutiva é um conjunto de alterações funcionais e estruturais nas vias urinárias que impacta na hemodinâmica renal, na filtração glomerular e na função tubular. Após a desobstrução bilateral, assiste‐se frequente e previsivelmente à fase poliúrica, chamada “diurese pós‐obstrutiva”, que pode levar a excreção excessiva de eletrólitos e água, com o risco de se assistir à depleção de volume, hipocalemia, hipo ou hipernatremia, hipomagnesiemia e outras alterações menores. Neste caso, a paciente apresentou hipernatremia grave com repercussão neurológica precoce, que, associada a instabilidade hemodinâmica, evoluiu a óbito.

Conclusão: Nos casos em que há obstrução de vias urinárias, a diurese pós‐obstrutiva deve ser prevista a fim de fazer diagnóstico precoce e tratar distúrbios hidroeletrolíticos graves.

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Journal of Coloproctology

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