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Vol. 38. Issue S1.
Pages 130-131 (October 2018)
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Vol. 38. Issue S1.
Pages 130-131 (October 2018)
TL28
DOI: 10.1016/j.jcol.2018.08.280
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ILEOSCOPIA NO RASTREAMENTO DE CÂNCER COLORRETAL EM UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO
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Sebastião Dutra de Morais, Oswaldo de Moraes Filho, Flavia Berford Leão dos Santos Goncalves de Oliveira, Camila Oliveira Barbosa, Antonio Carlos Nobrega dos Santos, Romulo Medeiros de Almeida, João Batista de Sousa
Hospital Universitário de Brasília (HUB), Universidade de Brasília (UnB), Brasília, DF, Brasil
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Objetivo: Estudar os achados anormais no íleo terminal nas colonoscopias realizadas com indicação de rastreamento.

Método: Foram avaliados os achados endoscópicos no íleo terminal em uma série consecutiva de indivíduos assintomáticos que se submeteram à colonoscopia no período de janeiro de 2003 a dezembro de 2017.

Resultados: Neste período foram realizadas 5695 colonoscopias sendo 1174 com indicação de rastreamento, o que corresponde a 20,6% do total de exames realizados. O íleo terminal foi intubado em 697 (59,3%).O íleo terminal estava endoscopicamente normal em 687 (98,6%) dos casos e em 10 (1,4%) indivíduos havia descrito alguma alteração. Foram descritos três (03) exames com hiperplasia linfoide, um (01) divertículo de íleo terminal, dois (02) pólipos sésseis de 1 a 2mm e três (03) com ileíte.

Discussão: Nesse estudo procurou‐se avaliar a incidência de achados anormais no íleo terminal em colonoscopias realizadas para rastreamento do câncer colorretal. Foram realizados 1174 exames para esse fim com intubação ileal ocorrendo em 697 exames. Houve alteração naileoscopiaem apenas em 10 indivíduos (1,4%), o que se aproxima dos achados na literatura.A colonoscopia é considerada o padrão ouro para rastreamento de câncer colorretale demonstrou ser eficiente para diminuir incidência desse câncer. O exame tem sido indicado para rastreamento em indivíduos a partir dos 50 anos de idade. Contudo, em publiação recente, a American CancerSociety recomenda o início aos 45 anos de idade.O exame é realizado com intuito deidentificar lesões pré‐malignas e ressecá‐las sempre que possível ou ainda diagnosticar lesões malignas já instaladas, além de outros possíveis achados anormais, sendo considerado completo se houver intubação cecal. A intubação ilealpor vezes demanda tempo para ser realizada, o que aumenta a duração do exame, e os poucos achados patológicos tornam esse passo questionável na realização de colonoscopia para rastreamento de câncer colorretal. Apesar de descrito na literatura achados anormais na ileoscopia de exames para rastreamento em torno de 4%, o achado de alterações no nosso serviço foi de apenas 1,4%.É importante ressaltar que se trata de um serviço com residência médica e que a maior parte dos exames é realizada por médicos residentes e a intubação ilealtem seu espaço para treinamento.

Conclusão: Com base nos resultados deste estudo é possível concluir que os achados anormais no íleo terminal em colonoscopias para rastreamento são raros.

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Journal of Coloproctology

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