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Vol. 38. Issue S1.
Pages 44 (October 2018)
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Vol. 38. Issue S1.
Pages 44 (October 2018)
P172
DOI: 10.1016/j.jcol.2018.08.093
Open Access
ILEOSTOMIA PROTETORA NO CÂNCER COLORRETAL: QUANDO ESTAMOS REVERTENDO?
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Eduardo Brambilla, Alesandra Bassani, Marcos Antonio Dal Ponte, Mateus Dal Castel, Samuel Salvador
Hospital Geral de Caxias do Sul (HGCS), Caxias do Sul, RS, Brasil
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Objetivos: O estudo teve por objetivo principal a análise do tempo decorrido entre a confecção e reversão da ileostomia protetora na ressecção de tumores colorretais em um serviço de proctologia na cidade de Caxias do Sul – RS, juntamente com as características da população envolvida e os fatores associados.

Método: Foi realizada análise retrospectiva dos prontuários eletrônicos de pacientes submetidos à resseção de tumores colorretais com confecção de ileostomia protetora no período de janeiro de 2013 a abril de 2018.

Resultados: Foram incluídos 37 pacientes no estudo, sendo a maioria do sexo feminino (54,1%), com média de idade de 56 anos. Os tumores mais prevalentes foram identificados em reto (32 casos), sendo adenocarcinoma o tipo histológico predominante (97,3%). A presença de terapia neoadjuvante esteve em 51,4% da população, enquanto que a adjuvância foi observada em 73% dos casos. O tempo médio entre a confecção e o fechamento da ileostomia foi de 11 meses (variando entre 4 e 23 meses). Cerca de 32% dos pacientes (12 casos) não foram submetidos a reconstrução até o momento, por progressão de doença, perda de seguimento, decisão pessoal ou por estarem em vigência de tratamento adjuvante na coleta dos dados. Entre os pós‐operatórios, as complicações encontradas foram hérnia incisional e estenose de anastomose, sem registro de óbitos. Não houve relação significativa entre o estadio clínico e tempo de fechamento (p=0,127). Assim como a presença neoadjuvância (p=0,938) e adjuvância (p=0,355) não tiveram significância estatística.

Conclusão: Os dados avaliados em relação ao tempo de fechamento estão acima dos encontrados na literatura, que indica reconstrução de trânsito entre 6 e 12 semanas. Algumas hipóteses podem ser aventadas, tais como a necessidade de terapia adjuvante, prioridade de casos neoplásicos na agenda cirúrgica, assim como à progressão de doença. Tais impasses são encontrados em outros centros, conforme análise da literatura. Dentre os casos analisados não houve relato de mortalidade associada à reconstrução de trânsito, entretanto, hérnias e estenoses foram identificadas, aumentando a morbidade, o que vai de encontro à literatura. O estadio clínico não parece interferir no tempo de fechamento, assim como as terapias adjuvantes e neoadjuvantes. Sendo assim, o estudo permitiu analisar as estatísticas locais e pode auxiliar na programação de fechamento mais precoce.

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Journal of Coloproctology

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