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Vol. 38. Issue S1.
Pages 93-94 (October 2018)
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Vol. 38. Issue S1.
Pages 93-94 (October 2018)
P57
DOI: 10.1016/j.jcol.2018.08.201
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IMPACTO DA ILEOCOLONOSCOPIA NO MANEJO DE PACIENTES PORTADORES DE DOENÇA DE CROHN SUBMETIDOS A ILEOCOLECTOMIAS
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Bárbara Rubira Correa, Michel Gardere Camargo, Daniéla Oliveira Magro, Raquel Franco Leal, Maria de Lourdes Setsuko Ayrizono, Carlos Augusto Real Martinez, Claudio Saddy Rodrigues Coy
Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Campinas, SP, Brasil
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Objetivo: A colonoscopia é importante exame para diagnóstico e seguimento da doença de Crohn (DC). Tem especial função no manejo dos pacientes submetidos a ileocolectomias, uma vez que pode avaliar recorrência endoscópica ileocólica e tem possibilidade de realizar dilatações endoscópicas. Este estudo tem como objetivo relatar as colonoscopias realizadas em pacientes previamente submetidos a ileocolectomias, avaliando seu impacto no manejo e evolução da doença.

Métodos: Entre janeiro de 2014 e maio de 2018, foram realizadas 116 colonoscopias em 62 pacientes portadores de DC que foram submetidos a ileocolectomias por complicações da doença. Foram relatados dados demográficos, uso de medicações, antecedentes pessoais e familiares, achados endoscópicos, mudanças na conduta terapêutica e realização de novas cirurgias. Para classificação de atividade endoscópica de doença foi utilizado o escore de Rutgeerts, sendo considerado como doença ativa escore maior ou igual a i2.

Resultados: O tempo médio de doença foi de 156 meses (12‐385). A prevalência do tabagismo foi de 17,7%. Havia antecedente familiar de DC em nove pacientes (14,5%). Do total de pacientes, 45 deles estavam em uso regular de medicação, enquanto oito deles estavam em uso irregular e nove pacientes estavam sem medicação. Quanto ao escore de Rutgeerts, 36 pacientes eram i0; 18 pacientes i1, 38 pacientes i2; 5 pacientes i3; e finalmente, 16 pacientes i4. Com base na atividade endoscópica, 15 pacientes tiveram troca ou otimização do tratamento. Nenhum dos doentes classificados como i0, i1, i2 e i3 necessitou de nova cirurgia no seguimento. Dois pacientes classificados como i4 tiveram indicação de nova ileocolectomia. Observou‐se estenose ileocólica em 23 exames, sendo 16 por doença ativa e sete de aspecto cicatricial. Foi realizada dilatação com balão hidrostático em um paciente com estenose ileocólica cicatricial, sem intercorrências. Não houve casos de perfuração ou sangramento.

Conclusão: O seguimento colonoscópico das ileocolectomias por DC deve ser realizado de rotina. Em nossa amostra, cerca de 46% dos pacientes estava em remissão endoscópica. Em nossa amostra, diferente de relatos prévios na literatura, a maioria dos pacientes classificados como i3 e i4 conseguiram ser manejados clinicamente, com baixa taxa de cirurgia no seguimento (cerca de 5%).

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Journal of Coloproctology

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