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Vol. 39. Issue S1.
Pages 193-194 (November 2019)
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Vol. 39. Issue S1.
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IMPACTO DA TERAPIA NEOADJUVANTE NOS PACIENTES COM TUMOR EXTRAPERITONEAL DE RETO NO SERVIÇO DE COLOPROCTOLOGIA DO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO SÃO FRANCISCO NA PROVIDÊNCIA DE DEUS
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Leme Ls, Mendonça RLdS, Kanno Dt, Martinez Car, Costa Baj, Carpanetti Ig, Góes Ga, Siqueira Rm
Hospital Universitário São Francisco de Assis (HUSF), Bragança Paulista, SP, Brasil
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Área: Doenças malignas e pré‐malignas dos cólons, reto e ânus

Categoria: Estudo clínico não randomizado

Forma de Apresentação: Tema Livre (apresentação oral)

Objetivo(s): O objetivo primário do trabalho é fazer um levantamento dos pacientes submetidos ao tratamento neoadjuvante com quimioradioterapia antes do procedimento cirúrgico comparando com um grupo de paciente que por motivos diversos tiveram que ser submetidos a cirurgia sem nenhum procedimento prévio e com isso avaliar os resultados a longo prazo: sobrevida livre de doença, sobrevida global em cinco anos de seguimento, recidivas precoces e tardias. Assim, avaliando como foram tratados os pacientes, nossa intenção é ter um melhor conhecimento sobre possíveis padrões de respostas a determinados tratamentos e se isso implica diretamente no seguimento a longo prazo.

Método: A partir de um banco de dados do departamento de Coloproctologia do Hospital Universitário São Francisco, serão identificados os pacientes com diagnóstico de tumor de reto submetidos a cirurgia oncológica sendo separados em dois grupos; os que foram submetidos a quimioterapia e radioterapia anteriormente a cirurgia e os que foram submetidos ao tratamento cirúrgico exclusivo. Em um período de 2012 até 2014. Todos os pacientes ou responsável possuem termo de consentimento assinados. As informações contidas neste banco serão utilizadas para levantar as variáveis, além de levantamento de dados em prontuários médicos. Serão excluídos os pacientes com outras neoplasias malignas, neoplasias de síndromes hereditárias, doença inflamatória prévia, estádios IV, e a falta de dados em prontuário clínico.

Resultados: Dos 39 pacientes avaliados, 21 (53%) foram submetidos a neoadjuvância e 18 (46,1%) submetidos ao procedimento sem nenhum tipo de terapia prévia. O esquema quimioterápico mais frequente foi o 5FU/Leu, representado 65% dos casos, os demais 35% fizeram uso de XELODA. De todos os pacientes que não realizaram terapia neoadjuvante, pouco mais de 55% tiveram sobrevida maior de cinco anos após a cirurgia, em comparação com o grupo submetido a terapia prévia, no qual foi encontrado uma sobrevida de 62%. Dos pacientes submetidos a neoadjuvância, 53% dos pacientes tiveram seguimento oncológico evidenciando sobrevida livre de doença, diferente do grupo controle que apresentou apenas 27%. O Teste de Log Rank (o mais usual) permite afirmar que existem diferenças ditas estatisticamente significantes entre as curvas de sobrevida, quando comparados aos estádios pós neoadjuvância, mas que houve diferença não significante quando comparado apenas os dois grupos em estudo.

Conclusão(ões): Não há dúvidas de que a terapia neoadjuvante traz benefícios concretos para os pacientes com adenocarcinoma retal como regressão tumoral importante, possibilitando até, em certos casos, o uso de protocolos como “Watch and Wait”. A terapia neoadjuvante apresentou melhores resultados a longo prazo como taxa de sobrevida global e sobrevida livre de doença em cinco anos. Vale ressaltar que nos dias atuais com o avanço dos estudos, a terapia neoadjuvante vem ganhando cada vez mais espaço e importância no tratamento do câncer de reto.

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Journal of Coloproctology

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