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Vol. 39. Issue S1.
Pages 26-27 (November 2019)
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Implantação de cirurgia robótica em serviço de coloproctologia: experiência inicial
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D.G. Kunz, F.L. de Queiroz, A.L. Filho, B.X.M. da Costa, F.H.T. Lemos, J.R.G. Guimarães, J.S.A. Vallejo, T.A.S. Faier
Hospital Felício Rocho, Belo Horizonte, MG, Brasil
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Área Cirurgia Minimamente Invasiva, Novas técnicas cirúrgicas/Avanços Tecnológicos em Cirurgia Colorretal e Pélvicas e Anorretais

Categoria Relatos de caso

Forma de Apresentação Pôster

Objetivo(s) Desde o início dos anos 2000, quando a tecnologia robótica tornou‐se disponível no mercado por meio da aprovação do uso robô da Vinci (Intuitive systems®) pela FDA tem‐se observado um aumento exponencial no uso da robótica com mais de 4200 unidades instaladas pelo mundo em 2017. A laparoscopia robô‐ assistida possui todas as vantagens da cirurgia minimamente invasiva, incluindo menor dor pós‐operatória, menores incisões e melhor cosmese, menor tempo de internação, recuperação mais rápida e retorno ao trabalho mais breve. Este trabalho visa descrever a experiência inicial de serviço terciário de Coloproctologia com a introdução da técnica robótica por meio de análise retrospectiva.

Descrição do caso Foram analisados 31 prontuários sendo 18 pacientes do sexo masculino e 13 pacientes do sexo feminino operados por 3 cirurgiões colorretais. O perfil predominante dos pacientes em questão eram>50 anos (média 58 anos), eutróficos (IMC médio de 22,13kg/m2), oncológicos (74,1%) e classificados como ASA II na avaliação pré‐anestésica (83,87%). A maioria eram portadores de neoplasia colorretal, dentre os quais a maioria (65,2%) consistia em portadores de neoplasia de reto submetidos a neoadjuvância (80%), apresentando‐se em seguida como causas oncológicas as neoplasias de cólon esquerdo (21,73%) e direito (13,04%). Como doença de base que motivou procedimento cirúrgico também podemos citar diverticulose cólica (9,6%), prolapso retal (6,45%), endometriose (6,45%) e megacólon chagásico (3,2%). Entre as complicações relacionadas ao procedimento, observamos 1 caso de fístula anastomótica precoce (3,2%) e 1 óbito relacionado ao procedimento (3,2%). Necessidade de conversão para laparotomia ocorreu em 1 caso em decorrência de sangramento intraoperatório aumentado (3,2%). Maioria dos pacientes apresentou introdução a dieta via oral satisfatória no 1 DPO (64,5%) com 1 registro de íleo prolongado (3,2%). Tempo de console médio observado de 232,5min (65‐ 400min) e tempo médio de sala de 281min (94‐ 465min). No pós‐ operatório imediato, 16 pacientes foram encaminhados ao CTI e 15, à unidade de internação. Mediana de tempo de internação total observada foi 4 dias com 2 casos de reinternação precoce (6,45%).

Discussão e Conclusão(ões) Mesmo na ausência de evidências consistentes na literatura a respeito da superioridade do método e suas conhecidas desvantagens como o custo elevado e a longa curva de aprendizado, a cirurgia laparoscópica robô assistida representa uma realidade cada vez mais presente em nosso meio. Em nossa experiência, a despeito da casuística ainda limitada, foi possível observar que a abordagem robótica possui todas as vantagens das técnicas minimamente invasivas tradicionais, viabilizando a abordagem minimamente invasiva para um número cada vez maior de pacientes pela baixa taxa de conversão observada e permitindo evolução pós‐ operatória bastante satisfatória conforme os dados apresentados.

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Journal of Coloproctology

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