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Vol. 39. Issue S1.
Pages 228 (November 2019)
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Vol. 39. Issue S1.
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IMPORTÂNCIA DA RETOSCOPIA RÍGIDA COM A ÓPTICA DE VIDEOLAPAROSCOPIA INTRA OPERATÓRIA PARA DEFINIÇÃO DE MARGEM CIRÚRGICA COM AUXÍLIO DE TRANSILUMINAÇÃO, DURANTE RETOSSIGMOIDECTOMIA VIDEOLAPAROSCÓPICA ONCOLÓGICA COM EXCISÃO TOTAL DO MESORRETO
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F.A. Fernandes, R.A. Pinto, A.C.M. Paiva, B.V.Hd. Mattos, P. Averbach, S.C. Nahas, I. Cecconello
Hospital das Clínicas (HC), Faculdade de Medicina (FM), Universidade de São Paulo (USP), São Paulo, SP, Brasil
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Área Doenças malignas e pré‐malignas dos cólons, reto e ânus

Categoria Pesquisa básica

Forma de Apresentação Vídeo Livre

Objetivo(s) Demonstração técnica da utilização da retoscopia rígida óptica de videolaparoscopia intraoperatória para definição da margem cirúrgica de secção do reto, em retossigmoidectomia oncológica com excisão total do mesorreto.

Descrição da técnica Paciente sexo masculino, 61 anos, hígido, com diagnóstico de adenocarcinoma de reto após realização de colonoscopia de rastreamento. O exame evidenciou lesão vegetante, de 2cm, a cerca de 14cm da borda anal. Os exames de estadiamento não identificaram a lesão ou processos secundários. Por tratar‐se de lesão em reto alto, foi indicado, retossigmoidectomia videolaparoscópica de princípio. Durante o inventário da cavidade não foi evidenciada a lesão retal e nem sinais de lesões peritoneais ou hepáticas. Iniciado a dissecção de medial para lateral, de acordo com princípios oncológicos: Ligadura da veia e da artéria mesentérica inferior na origem, liberação do mesocólon esquerdo do retroperitônio e descolamento intercoloepiplóico. Realizada incisão da reflexão peritoneal para excisão total do mesorreto. Iniciada a excisão pela abertura posterior do mesorreto, seguido da liberação lateral e anterior. Dissecção do mesorreto até 5cm da borda anal. Como não foi possível identificar o tumor, foi optado por realização de retoscopia com fonte luminosa, para identificação adequada da lesão e definição de margem para secção do reto. A retoscopia identificou a lesão a 11cm da borda anal. Definida a margem adequada pela retoscopia por meio da transiluminação do reto, guiada por videolaparoscopia. Secção do reto à 6cm da borda anal, com grampeador laparoscópico. Realizado anastomose colorretal com grampeador circular 33mm. Devido a anastomose baixa, optado por realização de ileostomia em alça. O paciente apresentou boa evolução e recebeu alta hospitalar no sétimo pós operatório. O anatomopatológico demonstrou T2N0 (0/20 linfonodos).

Discussão e Conclusão(ões) A colonoscopia, muitas vezes, não é um exame fidedigno para estimar a distância do tumor da borda anal. Principalmente em tumores menos avançados, que podem não ser observados nos exames de estadiamento e durante o intraoperatório, o cirurgião deve valer‐se de outros modos para estabelecer uma margem distal adequada do tumor. Tatuagem da lesão com tinta nanquim e utilização da retoscopia intraoperatória são duas opções viáveis. Neste caso, devido a proximidade da lesão com a reflexão peritoneal, optou‐se por não injetar tinta nanquim no pré operatório, a tinta no mesorreto poderia ocasionar um borramento local, prejudicando a identificação do plano adequado para dissecção oncológica. A utilização da retoscopia rígida com auxílio da óptica de VLP no intraoperatório mostrou‐se uma técnica segura, efetiva e barata nestes casos. A retoscopia rígida com auxílio da óptica de videolaparoscopia é uma ferramenta efetiva durante o intraoperatório para estabelecimento de uma margem distal de segurança em tumores de reto precoces e não tocáveis, durante a videolaparoscopia.

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Journal of Coloproctology

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