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Vol. 39. Issue S1.
Pages 147 (November 2019)
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Incidência de neoplasia de cólon esquerdo e reto em 2018 em um hospital referência do centro‐oeste paulista
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M. Aniceto, M.M.S. Craveiro, L.H.C. Saad, R.S. Hossne, A.B. Neto, C.A. Castro, W.K. de Oliveira, L. Pelafsky
Universidade Estadual Paulista (Unesp), Botucatu, SP, Brasil
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Área: Doenças malignas e pré‐malignas dos cólons, reto e ânus

Categoria: Pesquisa básica

Forma de Apresentação: Pôster

Objetivo(s): Avaliar o perfil dos pacientes diagnosticados com neoplasia de cólon esquerdo e reto em 2018, atendidos em um Hospital de Referência do Centro‐Oeste Paulista.

Método: Estudo retrospectivo dos prontuários dos pacientes atendidos no ambulatório de Coloproctologia deste serviço em 2018. Os seguintes dados foram avaliados: idade, sexo, história familiar positiva para câncer colorretal (CCR), principal queixa do paciente no primeiro atendimento, localização do tumor primário, estádio tumoral e presença de mutação KRAS. Os dados foram avaliados através da frequência relativa.

Resultados: Dos 78 pacientes diagnosticados com CCR em 2018, 53 (67,95%) foram identificados com neoplasia de cólon esquerdo e reto. Desses pacientes, 22 (41,5%) eram homens e 31 (58,5%), mulheres. A média de idade foi de 65 anos, sendo que três (5,66%) pacientes tinham idade igual ou inferior a 40 anos, 31 (58,49%) entre 41 e 69 anos e 19 (35,85%) pacientes tinham idade igual ou superior a 70 anos. Oito (15,10%) pacientes referiram história familiar positiva para CCR. Os tumores de reto foram os mais frequentes, correspondendo a 32 (60,38%) pacientes, seguidos pelo sigmoide com 17 (32,07%) pacientes e cólon descendente, incluindo ângulo esplênico, com 4 (7,55%) pacientes. A principal queixa no primeiro atendimento foi hematoquezia, referida por 20 (37,74%) pacientes, seguida por alteração do hábito intestinal (diarreia ou constipação), referida por 14 (26,42%) pacientes e dor citado por 10 (18,87%) pacientes. Cinco (9,44%) pacientes eram assintomáticos na ocasião do diagnóstico, dois (3,77%) foram operados de urgência por abdome agudo obstrutivo e um (1,88%) por abdome agudo perfurativo. Um (1,88%) paciente foi diagnosticado através de colonoscopia para rastreio de CCR. Quarenta e cinco (84,90%) pacientes forma submetidos a algum procedimento cirúrgico. Desses, quatro (7,55%) apresentavam resposta patológica completa após neoadjuvância, dois (3,77%) pacientes foram identificados com adenoma tubular com atipia de alto grau, e um deles (1,88%) foi diagnosticado com tumor neuroendócrino G1. Quanto ao estadiamento, os pacientes operados apresentavam a seguinte distribuição: cinco (9,43%) Estádio I, nove (16,98%) Estádio II, 12 (22,65%) Estádio III e 12 (22,65%) Estádio IV. Dentre os pacientes não operados: três (5,66%) já apresentavam metástase ao diagnóstico, sem necessidade de cirurgia, três (5,66%) estão em seguimento “Watch and Waiting” e dois (3,77%) pacientes ainda estão em vigência de terapia neoadjuvante. Três (5,66%) pacientes foram identificados com mutação KRAS.

Conclusão(ões): O câncer colorretal tem alta prevalência. Dos pacientes diagnosticados em nossa instituição, o perfil foi de doença avançada, o que reflete a realidade nacional e reforça a necessidade de programas de rastreamento para diagnóstico precoce.

Idiomas
Journal of Coloproctology

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